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Marina fica na Rede e se oferece para vaga na chapa de Haddad

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Marina Silva, deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente, decidiu permanecer na Rede Sustentabilidade para continuar defendendo os princípios e valores do partido. Sua decisão veio após recusar convites do PT e PSB, enfrentando conflitos internos na sigla que ela ajudou a criar e que resultaram na saída de aliados.

Em nota, Marina declarou que sua permanência na Rede reafirma o compromisso com a reeleição do presidente Lula e apoia a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, destacando ainda sua atuação no fortalecimento da democracia no Brasil.

Ela explicou que essa escolha está alinhada com sua visão de que o sistema democrático brasileiro precisa ser formado por partidos plurais e fortalecidos para resistir aos ataques autoritários.

Marina ressaltou que a Rede foi fundada sobre bases democráticas, pluralidade, diversidade, participação cidadã e inovação política, valores que continuará lutando para preservar diante de ameaças internas à sua legitimidade.

Nos últimos meses, a ambientalista afirmou seu desejo de permanecer na Rede até o final, apesar dos desafios do calendário eleitoral. Ela planeja se candidatar ao Senado por São Paulo e lideranças da federação entre PSOL e Rede buscam sua indicação como segunda candidata na chapa de Haddad.

Ela destacou sua intenção de seguir contribuindo para o debate público e para a construção de alternativas que garantam o progresso civilizatório do país, com foco no papel crucial de São Paulo nesse cenário. Assim, colocou seu nome à disposição para representar a federação na corrida ao Senado, junto com Simone Tebet, do PSB.

Conflitos na Rede

As divergências entre Marina e a direção da Rede intensificaram-se em abril do ano anterior, após a eleição para presidência do diretório nacional, quando seu candidato foi derrotado por Paulo Lamac, apoiado por Heloísa Helena, com quem Marina mantém um rompimento desde 2022.

Aliados de Marina publicaram manifesto criticando a direção do partido, apontando perseguição e alterações no estatuto que comprometem a legitimidade da sigla.

Enquanto a ex-ministra se declara sustentabilista e esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente no governo Lula, Heloísa Helena se posiciona na oposição e defende o ecossocialismo, que une preservação ambiental à transformação do sistema econômico.

Em janeiro, a Justiça do Rio de Janeiro anulou o congresso nacional que levou o aliado de Heloísa ao comando do partido, gerando insegurança política e jurídica sobre futuras decisões da direção atual.

A legenda, por sua vez, afirmou ter recebido a decisão com surpresa, reafirmando compromisso com transparência e democracia, princípios que orientam sua atuação.

Recentemente, Marina obteve vitória judicial no Distrito Federal, com liminar que suspende resolução partidária que exigia aprovação do diretório nacional para pedidos de desfiliação por justa causa, considerada um instrumento de coerção para manter mandatários na legenda contra sua vontade, afetando negociações políticas e o processo eleitoral.

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