Conecte Conosco

Mundo

ONU adia votação sobre uso da força para proteger navegação em Ormuz

Publicado

em

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) tem previsto para a próxima semana a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein para garantir a proteção da navegação comercial no Estreito de Ormuz, incluindo a possibilidade de uso da força.

A reunião dos 15 membros do conselho, originalmente marcada para esta sexta-feira (3), foi adiada sem uma nova data anunciada até o momento, contudo diplomatas envolvidos esperam que a votação ocorra na próxima semana.

O Estreito de Ormuz, situado na costa norte do Irã, é uma rota marítima vital, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, sendo estratégico para o transporte global de petróleo e produtos agrícolas.

Desde ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de fevereiro, que desencadearam um conflito prolongado, a circulação de navios na região tem sido controlada pelo Irã, gerando impacto significativo no tráfego marítimo.

Essa situação resultou na quase paralisação do embarque de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundialmente transportado por essa passagem, o que afetou o abastecimento global e elevou o preço do petróleo.

O Bahrein, atual presidente do Conselho de Segurança, apresentou um projeto de resolução autorizando o uso de “todos os meios defensivos necessários” para proteger o trânsito comercial em Ormuz.

Entretanto, o texto enfrentou resistência de países como China e Rússia, que solicitaram modificações em relação à versão inicial.

A China, com poder de veto no conselho, manifestou oposição ao uso da força, mantendo uma estreita parceria econômica e estratégica com o Irã, sendo o maior comprador do petróleo iraniano.

Para superar objeções de países como Rússia e China, o Bahrein retirou uma menção explícita à aplicação obrigatória da força no Estreito de Ormuz do esboço final da resolução.

O texto aprovado autoriza essas medidas para um período mínimo de seis meses, podendo ser revisado posteriormente pelo Conselho.

Especialistas consultados destacam que a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã visa promover uma mudança no governo de Teerã, buscando frear o crescimento econômico da China, vista como rival por Washington, além de reforçar a influência política e militar de Israel na região do Oriente Médio.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados