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Economia

Preocupação com distribuidoras que não aderem à subvenção do diesel

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Rogério Ceron, secretário executivo do Ministério da Fazenda, confirmou nesta quinta-feira que algumas distribuidoras de combustíveis optaram por não participar inicialmente do programa de subvenção ao diesel implementado pelo governo federal. A decisão, tomada pelas próprias empresas, visa preservar maior liberdade para definir os preços, o que tem gerado apreensão no governo.

“São companhias privadas que, conforme relatos recentes, preferem abrir mão da subvenção para manter autonomia na definição dos preços, inclusive para possíveis aumentos”, declarou o secretário em entrevista à CNN Brasil, sem citar nomes específicos.

Rogério Ceron destacou que essa escolha acende um sinal de alerta para o governo, principalmente pelo risco de repasses elevados para o consumidor final. Por isso, o setor será monitorado com maior rigor.

“É um tema preocupante, e o governo está vigilante, acompanhando e fiscalizando para prevenir abusos. Trata-se de um mercado relativamente concentrado, que requer atenção especial por parte das autoridades”, afirmou.

O secretário reforçou que o governo mantém diálogo constante com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o Ministério de Minas e Energia e a Casa Civil para analisar a situação. Uma das frentes avaliadas é a possível necessidade de ajustes no programa para ampliar a participação das distribuidoras. Também se busca garantir que, fora do benefício, os preços não sejam abusivos.

Além disso, Rogério Ceron revelou que a adesão dos estados à política do diesel está quase completa, com mais de 20 unidades da federação já participando e a expectativa de chegar perto da totalidade, com cerca de 25 estados envolvidos.

Diesel: foco principal do governo

O secretário ressaltou a importância do diesel rodoviário neste momento, dada a sua influência em diversas cadeias produtivas do país.

“O diesel rodoviário é nossa prioridade máxima, pois impacta múltiplos setores econômicos”, explicou.

Ele acrescentou que, mesmo diante de crises, é difícil eliminar por completo os efeitos inflacionários, mas a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é agir com rapidez para minimizar esses impactos.

Setor aéreo sob observação

O governo também monitora setores afetados como o da aviação civil. Segundo Rogério Ceron, estão em andamento discussões sobre possíveis medidas para o setor, com o objetivo de reduzir o impacto dos preços e evitar dificuldades financeiras para as companhias aéreas.

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