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Raquel Lyra alerta que serviços do estado estão paralisados por atraso na votação da LOA

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No Sertão do Pajeú, durante agendas de entregas, a governadora Raquel Lyra (PSD) revelou que o governo do estado está impedido de executar ações devido ao impasse em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Em entrevista à Rádio Pajeú na manhã desta sexta-feira (13), a chefe do Executivo destacou que, por exemplo, o pagamento pela aquisição do prédio da Neoenergia no Recife e o suporte a festas municipais estão bloqueados. Ela pediu novamente que a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprove o projeto de modificação da LOA para permitir o remanejamento de até 20% do orçamento.

“Eu desapropiei o prédio da Neoenergia para instalar a Secretaria de Educação no Recife e ainda não pude pagar, pois o orçamento não foi aprovado. Tem ações que já estou recusando. Apoio para festas e eventos não consigo liberar. Projetos de funcionamento e investimentos na educação estão travados, então tudo está paralisado. Espero que a votação aconteça logo”, lamentou a governadora.

Raquel Lyra também criticou a lentidão na aprovação de propostas do governo na Alepe. Recordando sua experiência como presidente da Comissão de Justiça da Casa, afirmou que nunca viu matérias de interesse do governo demorarem tanto para análise pelos deputados estaduais, atribuindo o atraso ao fato de ser uma mulher governadora.

“São situações que nunca presenciei. Trabalhei quatro anos no Palácio, acompanhando a relação com a Assembleia, projeto, leis e decretos, e tal atraso é inédito. Talvez seja pelo fato de eu ser uma mulher do interior, entregando resultados, e eles imaginam que estou aqui apenas para ocupar espaço para alguém”, disparou.

Sobre a judicialização dos projetos do governo, que vem sendo alvo de críticas de opositores, a governadora comentou que o executivo estadual perde tempo recorrendo à Justiça, o que acaba gerando conflito entre os poderes.

“Entramos na Justiça e vencemos. Existem 18 decisões de desembargadores afirmando que a votação deve ocorrer em plenário. Tenho sido obrigada a recorrer várias vezes, o que faz com que um poder entre em conflito com outro: o Tribunal de Contas contra o Tribunal de Justiça, contra o Legislativo e o Executivo. Tudo isso para garantir a preservação do orçamento”, explicou Raquel Lyra.

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