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Renan diz que sessão do Congresso será convocada para a próxima terça

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O  presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou na tarde desta quarta-feira (3) que marcará a sessão Congresso Nacional, com deputados e senadores, para as 11h30 da próxima terça-feira (6). Depois de impasse com a Câmara, Renan disse que vai “priorizar o todo” e “não o capricho”.

Uma sessão conjunta, entre deputados e senadores, havia sido convocada para as 11h30 desta quarta, mas a realização de reuniões de deputados no plenário da Câmara impediu o início da sessão do Congresso. Segundo Renan, a atitude do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de convocar sessões seguidas e impedir a realização da sessão do Congresso, foi algo inédito.

Cunha pressionava para que veto da presidente Dilma Rousseff que proíbe a doação de empresas a partidos políticos fosse incluído na pauta da sessão do Congresso. A lei sobre a reforma política foi sancionada com vetos nesta terça-feira, após pressão da Câmara. Parlamentares haviam condicionado a votação dos demais vetos já previstos na pauta do Congresso à apreciação do veto do financiamento eleitoral.

“Não há acordo. Não há como vincular realização de sessão do Congresso Nacional à apreciação de um veto que até ontem [terça] não tinha sido posto. Vamos convocar a próxima sessão para priorizar o todo e não a parte, não o capricho”, disse Renan Calheiros após se reunir com líderes dos partidos no Senado.

Renan, que também preside o Congresso, argumentava que o item não poderia ser colocado em pauta porque, segundo regra da Casa, os vetos só podem entrar em votação 30 dias após serem enviado ao Legislativo. Por isso, para ele é impossivel analisar o veto que trata da doação de campanha, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira.

“Nós vamos marcar nova sessão do Congresso Nacional para terça-feira, 11h30. Não realizamos [nesta quarta] porque a Câmara convocou sessões seguidas para o mesmo horário. Isso é inédito, mas aconteceu”, completou.

Mais cedo, ao comentar o atraso da sessão do Congresso que analisaria vetos da presidente Dilma Rousseff, Renan disse que a política não pode ter “caprichos acima do interesse do país”.

Disputa
Ao deixar a reunião de líderes nesta quarta, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que a disputa em relação ao veto se encerra nesta semana. Isso porque, na sessão a ser realizada na próxima semana, faltará menos de um ano para as eleições de 2016. Dessa forma, se o veto for derrubado, ele não valerá para o pleito de 2016.

REFORMA POLÍTICA
Entenda as mudanças debatidas

“O veto só teria algum interesse se fosse votado na data de hoje. Se ele não vai ser votado na data de hoje, na próxima terça-feira não existe o motivo do porquê obstruir a sessão. Então, não tem mais a causa determinante caso tenha tido a obstrução, porque o prazo-limite para apreciação do veto se encerra hoje”, disse Caiado.

O senador Randolfe Rodrigues (AP), que migrou nesta semana do PSOL para a Rede, criticou a postura de Cunha e disse que, durante a reunião, outros líderes fizeram críticas. “Foi repudiada na reunião de líderes a chantagem feita pelo presidente da Câmara. Ele está se comportando como chantagista”, disse Randolfe. Segundo ele, a maioria dos líderes optou, entretanto, por não entrar em “confronto” com a Câmara dos Deputados.

Vetos
Na sessão do Congresso da última terça-feira (22), os parlamentares chegaram a apreciar emanter 26 dos 32 vetos que estavam na pauta. Além dos seis vetos que restaram da pauta da semana passada, um novo veto foi acrescentado à lista. O mais polêmico é o que barra o reajuste de até 78% para os servidores do Judiciário.

O Palácio do Planalto tem trabalhado na articulação política com a base aliada na Câmara e no Senado para evitar a derrubada dos vetos. Essa possibilidade preocupa o Executivo porque significaria uma ampliação nos gastos do governo, que já prevê um orçamento deficitário para o próximo ano. Segundo cálculos do Executivo, uma eventual derrubada de todos os vetos geraria um gasto extra para o governo de R$ 23,5 bilhões em 2016.

Reforma política
Nesta quarta, líderes da oposição foram até o gabinete de Renan Calheiros para pedir o compromisso dos senadores de votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política em um calendário especial. Participaram da reunião representantes do PSDB, DEM, Solidariedade e PSC.

Para decidir a questão, Renan marcou para o período da tarde uma reunião com os líderes do Senado. Depois do encontro, entretanto, o presidente do Senado afirmou que a PEC terá tramitação normal e que não houve acordo para acelerar a apreciação do texto, com um calendário especial.

“Não pode haver acordo, não pode haver acordo. A PEC terá uma tramitação normal a partir de um calendário que será aprovado futuramente”, disse Renan.

Essa PEC, já aprovada pela Câmara, estabelece o fim da reeleição, o financiamento privado de campanha, além de prazo para desfiliação do partido sem perda de mandato. No Senado, a PEC precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e ser aprovada também no plenário. Por se tratar de uma PEC, é necessário que a matéria passe por dois turnos de votação e tenha pelo menos 49 votos dos 81 senadores.

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