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Resgate de piloto americano no Irã: o que se sabe até agora
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou neste domingo um resgate dramático de um piloto cujo caça foi abatido no Irã, enquanto autoridades iranianas afirmam que a operação foi frustrada.
Entre informações desencontradas, típicas de um conflito, e imagens falsas circulando nas redes sociais, confira o que está confirmado pelas fontes oficiais e imprensa:
Quem é o piloto?
Pouco se sabe sobre a identidade do piloto, que era o operador dos sistemas de armas de um caça F-15E avançado derrubado na última sexta-feira. Segundo Trump, o piloto foi resgatado por forças especiais em uma missão durante o dia, logo depois do acidente ocorrido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irã.
O piloto conseguiu ejetar-se ferido e escalou uma montanha de cerca de 2.100 metros, escondendo-se em uma fenda, conforme relato dos jornais The New York Times e Axios.
Os pilotos americanos recebem treinamento SERE (Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga) para situações em território hostil e carregam equipamentos de rádio/GPS, comunicação, suprimentos, primeiros socorros e armas. Trump informou que o piloto estava gravemente ferido e, segundo a CBS News, foi transferido para o Kuwait.
Como ocorreu a missão de resgate?
As autoridades iranianas convocaram a população local e tribos para participar das buscas, valorizando a captura do piloto vivo por seu peso político e militar.
A busca pelos EUA envolveu aviões e helicópteros voando baixo pelo Irã. A CIA teve papel fundamental na localização do piloto e realizou uma campanha de desinformação para confundir o Irã sobre a localização dele, segundo The New York Times e Financial Times.
A operação de resgate começou na madrugada, com dezenas de aeronaves e centenas de soldados de operações especiais, conforme divulgado por Trump e a imprensa americana.
Forças da Marinha Especial, que participaram da missão para eliminar Osama bin Laden em 2011, tinham a tarefa de retirar o piloto, enquanto aviões americanos asseguravam apoio aéreo, segundo The New York Times, citando fontes anônimas.
O piloto foi resgatado no momento em que forças iranianas se aproximavam; os militares americanos abriram fogo para afastá-las.
O que diz o Irã?
As Forças Armadas do Irã afirmam ter frustrado completamente a operação americana, porém não detalharam os eventos de forma clara.
A agência Isna divulgou uma foto da Guarda Revolucionária mostrando o crânio de um soldado americano entre destroços de um avião destruído, como prova de uma derrota humilhante para Trump.
O porta-voz militar Ebrahim Zolfaghari afirmou que os EUA usaram um aeroporto abandonado como base na região noroeste da queda do piloto e classificou a operação como uma manobra de engano para facilitar a fuga.
Mídias estatais do Irã publicaram imagens dos destroços de uma aeronave queimados em área desértica, e relataram a destruição de dois aviões de transporte C-130 e dois helicópteros Black Hawk. Pesquisas indicam que as fotos foram feitas a cerca de 50 km de Isfahan.
O The Wall Street Journal, citando fontes anônimas, revelou que forças americanas explodiram dois C-130 para evitar sua captura e enviaram outras aeronaves para retirar as equipes do local.
O governador da província informou que cinco pessoas morreram e sete ficaram feridas na montanhosa região de Kuh-e Siah, negando que tropas americanas tenham pousado no local, qualificando essas informações como falsas.
Trump mencionou outra operação de resgate no Irã para salvar um segundo piloto, porém não deu detalhes para não comprometer a missão.


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