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Rosetta encontra em cometa dois ingredientes-chave para a vida

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O aminoácido glicina e o fósforo, dois elementos essenciais à vida, foram encontrados no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko

Essa é a primeira vez estes que são encontrados em cometa elementos essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares (ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA/VEJA)

Essa é a primeira vez estes que são encontrados em cometa elementos essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares (ESA/Rosetta/MPS for OSIRIS Team MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA/VEJA)

Cientistas conseguiram detectar em um cometa, pela primeira vez, a presença de dois ingredientes fundamentais para a vida: a glicina – um aminoácido – e o fósforo, segundo estudo de pesquisadores europeus publicado na revista especializada Science Advances. O achado foi realizado no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (apelidado de ‘Chury’ ou 67P), descoberto no fim dos anos 1960 e investigado pela sonda Rosetta, projetada pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Ainda que tenha sido detectada a presença de mais de 140 moléculas orgânicas diferentes no espaço, essa é a primeira vez que são encontrados estes elementos, essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares. Os resultados da investigação foram obtidos graças à Rosina, o espectrômetro (instrumento óptico que mede propriedades em feixes luz) da sonda Rosetta.

Os elementos descobertos trazem mais evidências para uma longa discussão entre os cientistas sobre a possibilidade de que a água e outros elementos orgânicos necessários para a vida foram trazidos à Terra pelos cometas, logo após a formação do nosso planeta.

Traços de glicina, elemento necessário para formar proteínas, já haviam sido encontrados nos restos da cauda do cometa Wild 2, que a Nasa conseguiu obter em 2004. Mas os cientistas não puderam descartar por completo a possibilidade de as amostras terem se contaminado de alguma maneira durante a análise feita na Terra.

A nova descoberta permite confirmar a existência de glicina e fósforo nos cometas. “Trata-se da primeira detecção com total certeza de glicina na atmosfera de um cometa”, assinalou Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna (Suíça), chefe do projeto Rosina e autora do trabalho.

Segundo os pesquisadores é bastante difícil detectar a glicina, pois ela passa do estado sólido ao gasoso abaixo dos 150 graus Celsius, o que significa que este aminoácido se decompõe na forma gasosa na superfície fria do cometa. Diferentemente de outros aminoácidos, a glicina é a única que pode se formar sem a necessidade da presença de água em estado líquido, assinalaram os cientistas.

A origem do fósforo detectado na fina atmosfera do cometa 67P não foi determinada, acrescentou a investigação.

“Demonstrar que os cometas são reservatórios de materiais primitivos do sistema solar e que eles podem transportar esses ingredientes-chave para a vida na Terra é um dos principais objetivos da Rosetta”, assinalou o cientista encarregado desta missão da Agência Espacial Europeia, Matt Taylor.

Rosetta – Em um feito inédito, a sonda Rosetta entrou em 12 de novembro de 2014 na órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko e baixou o robô Philae até sua superfície, com a missão de enviar informações sobre o corpo celeste. No entanto, ao tocar o cometa, Philae quicou e se afastou do local cuidadosamente escolhido pelos cientistas. O robô permaneceu hibernando desde que sua bateria solar acabou e, em junho de 2015, fez o último contato com os cientistas.

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