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São Paulo terá excesso de médicos após 10 anos de crescimento
De acordo com o estudo Demografia Médica 2026, produzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o estado de São Paulo deve apresentar um excesso de médicos na próxima década.
Atualmente, São Paulo conta com 4,2 médicos para cada 1.000 habitantes, um número superior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 3,7.
A projeção indica que, até 2035, a proporção será de 10 médicos para cada mil habitantes, o que poderá causar uma saturação no mercado de trabalho. O total de profissionais em atividade deve crescer de 197,3 mil para 339,9 mil, representando um aumento de 72% no período, conforme os dados da USP.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do estado paulista deve crescer menos de 1,2% no mesmo intervalo.
Florisval Meinão, secretário-geral da Associação Médica Brasileira (AMB), alerta para o risco de desemprego: “Os dados demográficos são bastante preocupantes. O número de médicos no estado já é comparável ao dos países mais desenvolvidos, com cerca de 4,2 médicos por 1.000 habitantes, portanto, não é necessária a ampliação desse contingente. Contudo, em dez anos, a situação será mais crítica: estimamos cerca de dez médicos para cada mil habitantes.”
O crescimento expressivo do número de médicos pode ser atribuído à expansão dos cursos de medicina no estado, que aumentou 357,6% nos últimos 14 anos. Além disso, houve uma diminuição da concorrência nas instituições de ensino durante o período.
Em 2023, 226.339 candidatos disputaram 13.389 vagas nos cursos de medicina, o que equivale a uma média de 16,9 candidatos por vaga. Em 2010, essa relação era de 35,49 candidatos por vaga.

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