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Sucessão de Gleisi indefinida e pressão para aprovação de Messias no STF

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Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que ainda não foi definido quem vai substituir a ministra Gleisi Hoffmann na liderança da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), às vésperas do prazo final para desincompatibilização de autoridades que desejam concorrer nas eleições deste ano.

Gleisi busca uma vaga ao Senado pelo Paraná e precisa deixar a cargo até este sábado, sem exceções.

Segundo cinco membros do governo, o presidente quer que o novo chefe tenha conexão e boa relação com o Congresso, preferencialmente alguém que seja ou tenha sido parlamentar.

Nas palavras de um ministro, Lula deseja um político que compreenda o funcionamento do Congresso e tenha habilidade política para interagir com os legisladores.

A principal preocupação é que o novo responsável pela pasta tenha capacidade para auxiliar na aprovação do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O nome de Messias não agradou a liderança do Senado, especialmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que preferia a indicação de Rodrigo Pacheco.

Desde o anúncio de Lula, em novembro, a relação com Alcolumbre tem se deteriorado. Esta semana, o presidente seguiu o procedimento regimental e enviou o nome do chefe da Advocacia-Geral da União ao Congresso, mas governistas reconhecem que ainda faltam votos para assegurar sua aprovação na sabatina.

Um assessor de Lula destaca a necessidade de que o novo ministro da SRI tenha uma relação próxima com o presidente e seja um nome de confiança, pois o cargo exige encontros quase diários com o líder do Executivo.

Além disso, é essencial encontrar um político que tenha credibilidade e influência junto aos parlamentares. Outro ministro reconhece que escolher o novo chefe da SRI não é tarefa fácil, visto que muitos potenciais candidatos concorrerão às eleições.

Inicialmente, Lula apoiou Olavo Noleto, secretário do Conselhão, mas recuou ao perceber a necessidade de alguém com mais influência no Parlamento. Desde então, foram cogitados nomes como o senador Otto Alencar (PSD-BA), o deputado José Guimarães (PT-CE) e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.

Otto Alencar preside a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, enquanto Guimarães está focado na disputa ao Senado e, portanto, não poderia assumir o cargo.

Wellington Dias afirmou a interlocutores que Lula nunca discutiu essa possibilidade com ele e que foi chamado para ajudar na coordenação da campanha do presidente à reeleição.

Também está em consideração que algum ministro atual que não concorrerá às eleições seja deslocado para a SRI, como o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que é próximo de Alcolumbre e desistiu da disputa ao Senado, embora essa alternativa seja considerada pouco provável.

Diante da indefinição, assessores do Planalto dizem que o número 2 da SRI, o diplomata Marcelo Costa, deve assumir temporariamente até que o novo ministro seja definido. Aliados afirmam que a escolha não deve demorar, dada a urgência de avanços no Congresso neste semestre, já que o Parlamento costuma ficar menos ativo a partir de agosto devido às eleições.

A Secretaria de Relações Institucionais é estratégica porque coordena a articulação do Executivo no Congresso Nacional e controla as emendas parlamentares. Quando Lula assumiu, a pasta foi ocupada por Alexandre Padilha, que saiu para assumir o Ministério da Saúde em março de 2025.

Na época, líderes da Câmara e do Senado sugeriram que Lula indicaria um parlamentar do Centrão para melhorar a relação com o Legislativo, que até então tinha altos e baixos. Houve críticas à forte presença do PT no Palácio do Planalto, já que quatro ministérios eram do partido.

Foram citados nomes como Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) e Silvio Costa Filho (Republicanos), mas Lula contrariou essa ideia e indicou Gleisi.

Um ministro confidenciou que defendeu que o presidente escolhesse um nome de fora do PT agora, como sinal para o Congresso e para reafirmar que o governo é uma frente ampla com vários partidos. Contudo, um interlocutor próximo de Lula afirmou que essa não é uma questão em pauta, e que a confiança do novo ministro em Lula e seu trânsito entre parlamentares serão mais decisivos.

Além da aprovação de Messias no Senado, o governo deseja que sejam aprovadas a PEC da Segurança Pública, a regulamentação do trabalho de entregadores por aplicativo, a proposta de fim da jornada de trabalho 6×1, além de evitar atritos maiores com o Congresso em ano eleitoral.

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