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Talento sozinho não garante vitória, diz Carlo Ancelotti no Summit CBF Academy

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O italiano Carlo Ancelotti, treinador da Seleção Brasileira, compartilhou suas impressões sobre o seu trabalho no Brasil e avaliou os primeiros seis meses à frente da equipe, além de suas expectativas para a Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, a função de técnico no Brasil é desafiadora.

A cada dia mais familiarizado com o português, Ancelotti comentou que “a exigência é muito grande, mas acredito que deve ser assim. A pressão pode ser algo positivo. Sei que enfrentarei forte pressão para vencer a Copa do Mundo”, afirmou Ancelotti.

No evento Summit CBF Academy, realizado em São Paulo em 26 de novembro, ele ressaltou a necessidade de múltiplos líderes em campo: “O que quero dizer é que agora talento sozinho não basta. Nosso trabalho é fortalecer esse talento com todo o nosso esforço. Organizar bem a equipe, a CBF, com seriedade, profissionalismo, competência e apoio técnico.”

Ancelotti reconhece a importância do talento dos jogadores brasileiros, mas alertou os atletas que desejam disputar o Mundial de 2026 sobre a importância de liderança dentro de campo.

“O talento realmente faz a diferença, pois nunca vi uma equipe sem talento vencer. Precisamos estruturar o jogo e o trabalho para que o talento esteja a serviço da equipe, isto é fundamental. Quero convocar jogadores que desejam ser os melhores do mundo e queiram vencer a Copa do Mundo. Esse é o diferencial entre um grande jogador e um líder dentro do campo. O líder usa seu talento em prol da equipe.”

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, demonstrou otimismo quanto à renovação do contrato de Ancelotti, que atualmente é válido até o término da Copa do Mundo de 2026.

“Ainda não discutimos formalmente as possibilidades, mas vejo essa possibilidade com bons olhos. Ele mesmo disse em entrevista que a decisão depende de ambas as partes. Acredito no desenvolvimento de um trabalho e acredito que tudo possa dar certo”, comentou Xaud.

Xaud elogiou o trabalho de Ancelotti: “Carlo criou um novo ambiente na seleção, preparando o caminho para o hexacampeonato. Nossa administração também transformou o ambiente e enfrentou tradições enraizadas no futebol brasileiro.”

Além de Ancelotti e Xaud, o evento contou com a participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que chegou atrasado ao evento, causando impaciência no público. O prefeito fez questão de apoiar o evento da CBF na capital paulista e desejou sucesso a Ancelotti.

“Embora a Europa não tenha a qualidade de jogadores que temos, eles não enfrentam as dívidas que os clubes brasileiros têm. Temos uma grande capacidade de produção, e a CBF Academy contribuirá para gerar uma grande riqueza. Temos tudo para crescer, mas a gestão faz toda a diferença, e a Prefeitura dará total apoio”, afirmou o prefeito.

Otimismo com as inovações no futebol brasileiro

Representantes do mercado financeiro demonstraram confiança nas mudanças propostas pela nova direção da CBF, especialmente em relação às regras de Fair Play Financeiro, que foram anunciadas durante o Summit CBF Academy, em São Paulo.

Um dos principais debates, mediado pela jornalista Lilian Tahan, CEO do Metrópoles, contou com a participação do vice-presidente da CBF, Flávio Zveiter, do diretor institucional da XP, Rafael Furlanetti, e do fundador do Banco Inter, Rubens Menin.

Lilian questionou o modelo de gestão Sociedade Anônima de Futebol (SAF) e as diferenças entre as práticas do futebol brasileiro e as adotadas em ligas estrangeiras, como as europeias.

“O futebol brasileiro movimenta bilhões anualmente, possui a maior oferta de talentos do mundo e um mercado consumidor enorme. Mesmo assim, enfrenta limitações de receita, perda de competitividade internacional e dificuldade para atrair investimentos em escala. Esse paradoxo — um produto com potencial grande, porém resultados abaixo do esperado — está em evidência”, ressaltou Lilian.

Os empresários e o vice-presidente da CBF destacaram o enorme potencial do futebol brasileiro para atrair público e produzir talentos em grande volume.

Rubens Menin, dono da SAF do Atlético Mineiro, afirmou: “O Brasil é o país com maior paixão pelo futebol no mundo. Um investidor inteligente irá onde o potencial é maior. Se eu fosse um investidor, apostaria no Brasil.”

Rafael Furlanetti, que participou da criação e venda da SAF do Cruzeiro, revelou que cerca de 10 mil brasileiros já investem no futebol por meio da XP Investimentos.

“É o maior espetáculo do planeta. O trabalho da CBF com a nova gestão vai atrair ainda mais investimentos”, disse Furlanetti.

Flávio Zveiter recordou a trajetória dos clubes brasileiros que adotaram SAF e destacou as regras que a CBF elaborou para regular os investimentos no esporte.

“Vamos criar uma espécie de Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do futebol brasileiro, para tornam o mercado mais seguro para os investidores e incentivar o futebol,” afirmou Zveiter.

O vice-presidente enfatizou que as principais ligas estrangeiras, principalmente as europeias, têm vantagem por estarem organizadas há mais tempo e pelo câmbio favorável de suas moedas, mas acredita que o Brasil pode alcançar o mesmo nível no futuro.

“O Brasil já se tornou um polo de jogadores da América Latina. Temos capacidade para competir em condições equivalentes com a Premier League, por exemplo,” destacou Zveiter.

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