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Tarcísio rebate Haddad sobre investimentos federais em SP

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu aos vídeos divulgados por Fernando Haddad (PT) na sexta-feira (3) e no sábado (4), onde o seu concorrente nas eleições deste ano afirmava que grande parte das obras importantes do estado era financiada pelo governo federal.

Haddad e o PT publicaram as primeiras inserções partidárias nas redes sociais durante o feriado, após o anúncio do ex-ministro da Fazenda como pré-candidato ao governo paulista. Estes vídeos serão exibidos na TV durante a semana. Em ambos, o ex-ministro destaca os recursos do governo federal em grandes obras de São Paulo.

Na segunda-feira (6), na abertura do 68º Congresso Estadual de Municípios em São Paulo, Tarcísio classificou estas peças como uma tentativa de “dividir a autoria” de projetos como o trecho Norte do Rodoanel e a expansão das linhas do Metrô.

“O prefeito Ricardo Nunes comentou sobre a linha 17 do metrô, que demorou muito para sair do papel. O que se percebe é o incômodo de alguns. A oposição utiliza até propaganda na TV para tentar se apropriar das obras alheias, mencionando o tempo em que o BNDES liberou recursos, período em que a obra ficou parada por anos”, declarou o governador. “Não adianta tentar dividir a autoria agora, isso é uma grande tolice. A população está cansada de politicagem. Ela quer resultados.”

Em um dos vídeos de Haddad, o presidente Lula (PT) aparece falando com ele ao telefone. No outro, o pré-candidato surge sozinho. Sem mencionar diretamente Tarcísio, Haddad afirma que “o governo estadual nunca divulga os bilhões investidos pelo governo Lula”.

“Repasses diretos, financiamentos através do BNDES, garantias para empréstimos e a renegociação da dívida de São Paulo, que conduzi pessoalmente como ministro da Fazenda possibilitando essas obras, mas isso eles não mostram”, afirmou o ex-ministro no vídeo intitulado “a verdade sobre as obras em São Paulo”.

No outro vídeo, Haddad chama o estado de “principal motor da economia nacional” e diz que “nenhum governo federal trabalhou tanto por São Paulo”.

As imagens mostram obras como o trecho Norte do Rodoanel, com financiamento de R$ 1,3 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Trem Intercidades (TIC) que ligará São Paulo a Campinas (também financiado pelo BNDES), a expansão das linhas do Metrô, hospitais, unidades de saúde e habitações do programa Minha Casa Minha Vida.

A disputa pela autoria das grandes obras em São Paulo vem acontecendo há meses entre Tarcísio e Haddad, e já gerou embates públicos entre os governos. Em março, Lula comentou em um evento com prefeitos que o atual governador anuncia obras custeadas por ambos os governos como se fossem apenas dele.

“Tanto o trem, quanto o túnel e metrô são financiados pelo BNDES em nome do governo federal. Em São Paulo, quase 60% das casas construídas são do Minha Casa Minha Vida, que aqui eles chamam de Casa Paulista. O governador inaugura muitas dessas casas, mas poderia ao menos reconhecer que são feitas pelo governo federal e pedir licença para chamá-las de Casa Paulista, um programa criado por Alckmin quando era governador. Ele nem nome próprio criou, só copiou”, disse Lula.

Depois, em um evento no Palácio dos Bandeirantes para lançar novas unidades do Casa Paulista, Tarcísio respondeu às críticas do presidente da República dizendo que está acostumado a ouvir disparates.

“Quem não tem o que mostrar vive de narrativas e propaganda. Mas o cidadão não se reconhece mais na propaganda. Quando alguém tem que ir até São Paulo para participar de entregas só para dizer que “o BNDES financiou isso”, está comemorando uma operação de crédito, que é dever do banco. Se o BNDES não serve para financiar infraestrutura, para que serve?”, comentou.

Em dezembro, no evento de inauguração da primeira fase do Rodoanel Norte, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, lamentou que o financiamento do banco federal não tenha sido mencionado na placa da obra. Já Tarcísio elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e atribuiu os atrasos da obra à corrupção nos governos anteriores e à operação Lava-Jato.

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