Economia
Vendas de veículos crescem em março, melhor desempenho desde 2013
Os registros de veículos somaram 269,5 mil unidades em março, representando um aumento de 37,8% em relação a março de 2025, conforme dados divulgados pela Anfavea, associação que representa as montadoras. Comparando com fevereiro, quando foram registrados 185,2 mil veículos, houve um crescimento de 45,5% nas vendas.
A Anfavea destacou que março de 2026 teve o melhor desempenho para o mês desde 2013, com uma média diária de vendas de 12,2 mil veículos, um avanço de 19,1% em relação a fevereiro e de 19,0% comparado a março de 2025.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, comentou: “Março foi um mês fora do comum, sem feriados e com boa produção e vendas. Estamos otimistas, mas é preciso observar se esse desempenho se manterá nos próximos meses para entender se não foi apenas um pico pós-férias.” Ele ressaltou que, em 2025, o carnaval ocorreu em março.
No acumulado do ano até março de 2026, as vendas de veículos novos atingiram 625,2 mil unidades, um aumento de 13,3% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.
Separadamente, os registros de automóveis e utilitários leves totalizaram 258,7 mil unidades em março, 46,0% acima de fevereiro e 40,3% maiores do que em março de 2025.
Caminhões e ônibus tiveram 10,7 mil unidades licenciadas, com um crescimento de 33,8% em relação ao mês anterior, porém uma queda de 4,5% frente ao ano anterior.
As vendas de caminhões cresceram 31,9% de fevereiro para março, chegando a 8,8 mil unidades, embora tenham caído 6,2% em relação a março de 2025. No primeiro trimestre, foram vendidos 21,9 mil caminhões, redução de 21,1% na comparação anual.
A expectativa da Anfavea é que as vendas de caminhões melhorem devido ao programa federal Move Brasil, que oferece juros menores na troca de veículos antigos.
Igor Calvet acrescentou que o programa não só promove a renovação da frota como também deve gerar muitos registros nas próximas semanas, pois há um intervalo entre a compra e o registro do veículo.
Os emplacamentos de ônibus chegaram a 2 mil unidades em março, aumento de 50,0% em relação a fevereiro e 9,3% comparado a março de 2025. No primeiro trimestre, os registros de ônibus somaram 4,4 mil unidades, uma queda de 19,6% na comparação anual.
Produção
A fabricação de veículos aumentou 35,6% em março em comparação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando 264,1 mil unidades entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, segundo a Anfavea.
Em relação a fevereiro, quando foram produzidas 206,9 mil unidades, essa produção cresceu 27,6%.
Este foi o melhor resultado mensal desde outubro de 2019.
No primeiro trimestre de 2026, a produção totalizou 634,7 mil veículos, um incremento de 6,0% sobre o mesmo período de 2025.
Os veículos de passeio e utilitários leves tiveram produção de 249,9 mil unidades em março, aumento de 27,2% em relação a fevereiro e alta de 38,7% sobre março de 2025. A fabricação de caminhões e ônibus foi de 14,2 mil unidades, crescimento de 35,2% na margem e queda de 2,7% em relação ao ano anterior.
Estoques
Os estoques das montadoras subiram 10,1% entre fevereiro e março, alcançando 434,2 mil unidades, com aumento tanto em veículos importados (17,5%, para 257,7 mil) quanto nacionais (0,9%, para 176,5 mil).
No entanto, o número de dias disponíveis em estoque diminuiu de 51 para 43.
Exportações
As exportações de veículos totalizaram 40,4 mil unidades em março, o que representa um crescimento de 21,1% comparado a fevereiro, conforme dados da Anfavea.
Em relação a março de 2025, as exportações cresceram 1,1%. Contudo, no acumulado do primeiro trimestre, houve uma redução de 18,5%, com 99,7 mil unidades embarcadas.
A associação indicou uma possível recuperação das exportações, especialmente com a retomada do mercado colombiano.
As vendas externas de automóveis e utilitários leves alcançaram 37,7 mil unidades em março, alta de 18,2% em relação a fevereiro e crescimento de 2,7% na comparação anual. Já as exportações de caminhões e ônibus chegaram a 2,7 mil unidades, crescimento de 80,0% sobre fevereiro e queda de 18,2% frente a março de 2025.


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