Economia
Orelhões vão desaparecer no Brasil até 2028
Orelhões, um marco da era da telefonia no Brasil, têm data certa para sumir: 31 de dezembro de 2028.
A retirada definitiva desses aparelhos, que ainda funcionam em algumas regiões do país, começa em janeiro de 2026, após o término do contrato de concessão do serviço em dezembro anterior.
Em Pernambuco, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 236 orelhões obrigatórios permanecem instalados em 79 cidades, principalmente no interior, com 235 operados pela Oi e um pela Claro.
Desses, 138 estão em uso e 98 em manutenção, conforme dados de 31 de dezembro de 2025.
A Anatel destaca que as operadoras que já adaptaram seus contratos devem manter quase nove mil aparelhos em áreas onde a cobertura de celular é insuficiente até o final de 2028.
Em todo o Brasil, havia 38.354 orelhões no mês passado, sendo a maioria em São Paulo com 28.767 unidades.
No site da Anatel, o público pode consultar informações detalhadas sobre todos os orelhões restantes, incluindo localização e operadora.
Fim da Concessão dos Orelhões
Desde 1º de janeiro de 2026, Vivo, Algar e Claro estão autorizadas a remover os telefones públicos não obrigatórios. A Sercomtel, no Paraná, deve manter os orelhões sob sua concessão.
A Oi, principal operadora em Pernambuco, recebeu autorização para iniciar a retirada dos aparelhos após a adaptação de sua concessão, aprovada pela Anatel em novembro de 2024, apesar de estar em crise financeira desde 2016.
Essas mudanças fazem parte de um plano maior para modernizar o acesso telefônico no Brasil, que agora é dominado pela tecnologia móvel.
De acordo com a Anatel, a adaptação dos contratos busca incentivar investimentos em infraestrutura de banda larga, com as concessionárias firmando acordos para a transição do sistema tradicional de telefonia fixa para o regime privado.
Compromissos das Operadoras
Até o término dos contratos, as operadoras se comprometeram a manter os orelhões e investir em telecomunicações, incluindo:
- Instalação de fibra óptica em áreas sem cobertura;
- Instalação de antenas de telefonia celular com tecnologia mínima 4G;
- Expansão da rede celular;
- Implementação de cabos submarinos e fluviais;
- Conectividade em escolas públicas;
- Construção de data centers.
História do Orelhão no Brasil
O orelhão foi lançado em abril de 1972, desenhado pela arquiteta Chu Ming Silveira. Seu design buscava proteger o telefone e o usuário, ter baixo custo e ser esteticamente agradável.
Durante muitos anos, o orelhão foi essencial para a comunicação no Brasil, especialmente quando a telefonia fixa era inacessível para grande parte da população.
A rede de orelhões, mantida como obrigação pelas concessionárias, chegou a ter mais de 1,5 milhão de telefones, mas perdeu relevância com o avanço da telefonia móvel e o uso dos celulares e smartphones.

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