Centro-Oeste
Governo libera área da União para revitalizar o Shopping Popular em Brasília
A ministra Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), assinou uma portaria na terça-feira (7/4) que permite a doação de um imóvel da União ao Governo do Distrito Federal (GDF). Esse imóvel fica no Pátio Ferroviário de Brasília e será usado para reformar e regularizar o Shopping Popular.
Essa ação faz parte do programa Imóvel da Gente, que é administrado pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Com ela, será possível revitalizar o espaço, que está fechado desde 2017. O novo Mercado Municipal terá foco na economia solidária e na agricultura familiar, além de garantir que os atuais permissionários possam continuar e se formalizar como comerciantes.
Esther Dweck destacou que essa medida segue uma determinação do presidente Lula para que áreas da União que estejam sem uso sejam aproveitadas para beneficiar a população. No caso do Shopping Popular, o objetivo é apoiar pessoas que querem trabalhar e gerar renda.
O local continuará sendo destinado ao comércio popular. Além disso, o acordo com o GDF inclui melhorias nas áreas esportivas e de lazer, a preparação do espaço para atividades culturais, e parte do prédio será usada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para o Centro de Formação e Capacitação em Economia Popular e Solidária.
Participaram também da assinatura a secretária de Patrimônio da União, Carolina Stuchi, o superintendente de Patrimônio da União no Distrito Federal, Roberto Policarpo, e os deputados distritais Chico Vigilante e Ricardo Vale.
Entre 2008 e 2017, o mercado funcionou para abrigar camelôs e ambulantes da rodoviária do Plano Piloto. O local já teve uma agência do BRB e um centro de atendimento do Detran, que movimentaram as atividades comerciais.
Como contrapartida, o GDF se comprometeu a reformar totalmente a estrutura do Shopping Popular com recursos próprios, preservando suas características de feira. Edilene “Galega” Fernandes, presidente da Associação do Shopping Popular, afirmou que a reforma é muito importante para que possam retomar suas atividades com dignidade.
O projeto prevê que um terço do pavimento térreo será usado para economia solidária e agricultura familiar, sob responsabilidade do MTE. Os permissionários ficarão com 35% da área, e o restante será destinado à gastronomia.
A estrutura tem 1.500 boxes fixos, dos quais 800 estavam ocupados quando o mercado fechou. O prazo estimado para a reforma é de 36 meses.
Carolina Stuchi destacou o valor do programa Imóvel da Gente, que transforma bens públicos ociosos em espaços para habitação popular e regularização fundiária. Ela também ressaltou a parceria com o MTE para promover emprego e renda no local.

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