Economia
Conflito no Oriente Médio eleva preocupação com inflação e freia crescimento, diz ata do BCE
Os líderes do Banco Central Europeu (BCE) observaram que os perigos para a inflação estão aumentando, enquanto os riscos para o crescimento estão diminuindo conforme o conflito no Oriente Médio se intensifica, segundo o relatório da reunião realizada em 18 e 19 de março.
O relatório, divulgado na quinta-feira, 16, destacou que a situação política global gerou desafios para a economia mundial, que até então mostrava resistência.
Os responsáveis afirmaram que suas análises indicam que uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo e gás poderia resultar em uma inflação superior às estimativas e um crescimento econômico inferior ao previsto para 2026 e 2027. No entanto, o impacto sobre a inflação a médio prazo depende do tamanho dos efeitos secundários causados por um choque energético mais forte e duradouro.
Neste contexto, o BCE espera que a economia cresça mais lentamente no curto prazo, já que a guerra complica as perspectivas ao afetar os mercados de commodities, a renda real e a confiança, elementos que provavelmente prejudicam o consumo das famílias e o investimento.
BCE destacou que o conflito no Oriente Médio teve forte influência nos mercados financeiros globais e que, de maneira geral, as condições financeiras ficaram mais rigorosas desde a última reunião. O aumento dos preços da energia causado pela guerra criou dificuldades para a economia mundial e tornou as previsões futuras muito mais incertas.
Sobre a divulgação dos cenários, os dirigentes do BCE concordaram que devem ser tornados públicos os cenários básicos, desfavoráveis e severos.

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