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Advogada argentina acusada de racismo no Rio enfrenta nova denúncia por apropriação de carro

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A advogada argentina Agostina Páez, que foi detida em janeiro sob alegação de injúria racial no Rio de Janeiro, agora enfrenta outra acusação em sua terra natal. Seu ex-companheiro levou o caso à Justiça, alegando que ela reteve um veículo após o término do relacionamento.

Conforme a queixa feita pelo dentista Javier Zanoni, de 32 anos, o automóvel — um Citroën Cactus — está em seu nome e teria sido retido pela ex-parceira. O relacionamento durou aproximadamente três anos.

A queixa foi apresentada em La Banda, na província de Santiago del Estero, Argentina. Reportagens locais indicam que Zanoni buscou auxílio judicial para recuperar o carro após tentativas frustradas de acordo direto.

A defesa de Agostina nega as acusações, afirmando que o veículo teria sido um presente da família da advogada. Os defensores afirmam ainda que o processo pode ter motivação pessoal relacionada ao rompimento amoroso.

Imagem pública afetada por escândalos de racismo

No incidente anterior, que resultou na prisão de Agostina no Rio, ela foi registrada em vídeo fazendo gestos ofensivos imitando macacos contra trabalhadores de um bar em Ipanema, Zona Sul do Rio, em 14 de janeiro. Ela permaneceu em solo brasileiro sob medidas legais por cerca de três meses, antes de pagar fiança de R$ 97 mil e retornar a seu país, onde ainda enfrenta processo judicial.

Poucas horas após o retorno de Agostina à Argentina, seu pai, o empresário Mariano Páez, foi filmado repetindo gestos racistas semelhantes aos que geraram o processo contra a filha. Ele foi flagrado fazendo esses movimentos em um bar de Santiago del Estero, região Norte do país.

Reportagens locais descrevem o episódio como um escândalo persistente, com a imprensa destacando a repetição dos gestos que geraram o processo inicial. Veículos como La Nación qualificaram como “uma controvérsia sem fim,” enquanto Clarín chamou a atitude de “provocação constante de um pai que não aprende.” O Diario Popular enfatizou a continuidade da crise pela difusão das imagens.

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