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Médicos e pacientes protestam contra crise na saúde do Equador

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Um grupo de médicos e pacientes realizou um protesto nesta quarta-feira (22) em frente a um hospital de Quito, evidenciando a grave crise que afeta o sistema público de saúde do Equador, especialmente após recentes demissões e denúncias sobre a escassez de medicamentos.

Sem divulgar o número exato de demissões, o Ministério da Saúde informou na última semana que decidiu “otimizar recursos” após identificar duplicidade de funções e outras situações que prejudicam o alcance dos objetivos institucionais.

A Federação Médica Equatoriana (FME) relatou até 1.200 demissões envolvendo médicos, enfermeiros e funcionários administrativos.

Juan Barriga, chefe de Traumatologia do Hospital Pablo Arturo Suárez, declarou à imprensa: “Faltam os insumos essenciais para trabalharmos. O problema não são só as demissões, pois há pacientes que precisam comprar materiais para realizar cirurgias e muitos em situação de emergência aguardam na fila.”

Dezenas de profissionais de saúde, pacientes e seus familiares manifestaram-se na entrada do hospital segurando cartazes com mensagens como “Sem suprimentos, sem medicamentos, o sistema de saúde está colapsado”.

Juan Barriga também ressaltou: “Só temos políticos, mas nenhuma política efetiva para melhorar a saúde pública.” Ele mencionou que mais de mil pacientes aguardam cirurgia no Hospital Pablo Arturo Suárez, um dos principais hospitais públicos da capital.

O presidente Daniel Noboa, no cargo desde 2023, anunciou na segunda-feira a nomeação do sexto ministro da Saúde em seu governo, escolhendo Jaime Bernabé. A vice-presidenta María José Pinto atuou como ministra interina desde novembro do ano passado.

Diante das constantes reclamações da população pela falta de medicamentos e atendimento adequado, o presidente afirmou que Jaime Bernabé assumirá imediatamente para “acelerar o que funciona e corrigir o que não funciona”.

Juan Barriga comentou enquanto o protesto acontecia: “Chegamos ao ponto mais crítico. Salas de cirurgia estão fechadas, falta pessoal e suprimentos.”

Santiago Carrasco, presidente da FME, expressou sua indignação à imprensa: “Estamos cansados de presenciar tanta morte e sofrimento.” Ele anunciou que manifestações similares ocorrerão em todo o país.

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