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México e EUA trocam acusações após morte de dois agentes

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México e Estados Unidos protagonizam um confronto verbal intenso depois da morte de dois agentes americanos em um acidente de trânsito. O governo mexicano alega que os agentes participaram de uma operação antidrogas sem autorização, enquanto os EUA pedem compreensão diante da tragédia.

Os agentes faleceram em um domingo durante o retorno de uma missão policial para fechar seis laboratórios de drogas sintéticas no estado de Chihuahua, na fronteira norte. Segundo o promotor local, César Jáuregui, eles eram instrutores da embaixada dos EUA.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou sua discordância com a presença desses agentes em operações no campo, explicando que o governo mexicano não foi informado sobre sua participação.

“Verificamos se houve comunicação ao Ministério das Relações Exteriores, à Defesa Nacional ou à Secretaria de Segurança, e não houve informação sobre a presença dessas pessoas”, declarou a mandatária.

Sheinbaum tem rejeitado repetidamente as propostas do presidente americano, Donald Trump, para que agências de segurança e militares dos EUA atuem em missões antidrogas no território mexicano.

Essa semana, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, comentou que o México deveria demonstrar mais empatia pela perda dos agentes, mencionando o esforço dos EUA contra o tráfico de drogas no país.

Desde seu retorno à presidência em janeiro de 2025, Trump pressiona fortemente o México, ameaçando a imposição de tarifas caso não contenha o tráfico de drogas e a migração para os Estados Unidos.

Nova versão dos fatos

Sheinbaum esclareceu que a presença dos agentes viola a lei de segurança nacional reformada em 2020 para restringir ainda mais a atuação de estrangeiros no México. Em 2025, uma mudança aprovada por ela também fortaleceu as punições contra espionagem estrangeira.

O promotor de Chihuahua informou que os agentes estavam ministrando um curso sobre o uso de drones em uma comunidade distante do local da operação e solicitaram autorização para acompanhar a caravana policial.

O veículo dos agentes perdeu o controle numa estrada de difícil acesso, caiu em um barranco e matou os dois agentes, além de dois policiais locais.

Militares mexicanos participaram da destruição dos laboratórios, mas desconheciam a presença dos agentes estrangeiros, conforme explicou Sheinbaum.

Imprensa dos EUA sugeriu que os agentes seriam da CIA, informação não confirmada pela presidente.

Sheinbaum afirmou que manterá diálogo com a governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos, membro do Partido Ação Nacional, de oposição e com uma linha conservadora.

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