Brasil
Flávio Bolsonaro apoia fim da proibição da soja do desmatamento
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à presidência, defendeu nesta quarta-feira (22) o encerramento da Moratória da Soja, que é um acordo onde empresas se comprometem a não comprar soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia.
Flávio Bolsonaro afirmou: “Tenho que me comprometer com o fim da moratória. É necessário envolver o Cade para discutir rapidamente com o Supremo, já que o assunto está em processo judicial, para que possamos resolver essa questão da moratória que prejudica muito nossos produtores rurais que seguem as leis ambientais, cultivam dentro das reservas e respeitam a legislação”.
No ano anterior, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu o acordo, mas definiu o início da aplicação para 2026. O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu o dia 30 de abril como prazo para que os interessados possam se manifestar sobre o tema.
Apoio ao setor agropecuário
Durante o evento agro Norte Show, Flávio Bolsonaro fez um compromisso com o setor agrícola e lembrou o apoio que esse segmento deu ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele declarou: “Comprometo-me a restabelecer as linhas de crédito do Plano Safra de modo simplificado e com juros mais baixos. Queremos um governo que mantenha responsabilidade fiscal e isso contribuirá para a diminuição dos juros, pois o Brasil precisa financiar quem deseja empreender”.
Demarcação de terras indígenas
Flávio Bolsonaro reiterou sua posição a favor do marco temporal, afirmando que nenhuma terra indígena em Mato Grosso será demarcada. Segundo ele, apenas devem ser reconhecidas as terras ocupadas por indígenas na data da promulgação da Constituição de 1988.
Segundo Flávio, existem pedidos para demarcação que totalizam cerca de dois milhões de hectares, atingindo 22 municípios de Mato Grosso, o que considera inaceitável. Ele afirmou que seu governo não permitirá essas demarcações, pois acredita que o estado tem vocação para a produção agrícola.
Críticas ao STF
Flávio Bolsonaro criticou o Supremo Tribunal Federal e mencionou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como vítima do tribunal, recentemente incluído entre os investigados no Inquérito das Fake News.
Ele expressou solidariedade a Romeu Zema e condenou o que chamou de ativismo judicial que existe no Judiciário, descrevendo isso como lamentável.
Flávio também mencionou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, e pediu que ele permita que os brasileiros escolham livremente seu próximo presidente, sem interferência da Primeira Turma do tribunal.

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