Economia
Governo Federal anuncia redução da fila do INSS, mas 224 mil pedidos ainda aguardam mais de 45 dias
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, comunicou nesta quinta-feira (3) que o governo federal conseguiu diminuir significativamente a fila de pedidos por benefícios do INSS, um compromisso de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em agosto, havia menos pedidos em análise do que novos requerimentos registrados no mês anterior. Entretanto, a fila para pedidos com espera superior ao prazo legal de 45 dias ainda não foi totalmente eliminada.
Wolney Queiroz afirmou que há aproximadamente 224 mil requerimentos de benefícios da Previdência social que aguardam há mais de 45 dias. Ele destacou que esse número representa um pequeno remanescente dentro de um volume total muito grande. “A fila de beneficiários com mais de 45 dias, que em fevereiro era de 1,8 milhão, agora foi reduzida para pouco mais de 200 mil, correspondendo a casos mais complexos”, disse ele durante evento no Palácio do Planalto, ao lado de Lula.
“Sempre haverá pessoas esperando resposta do INSS, pois novos pedidos são feitos diariamente. Consideramos que zerar a fila significa ter menos pessoas esperando do que o número de novos pedidos feitos no mês anterior. Essa situação foi alcançada em agosto deste ano. Recebemos uma fila grave, com 1,7 milhão de solicitações acumuladas, e continuamos monitorando”, explicou o ministro.
O ministro anunciou que o Ministério da Previdência registrou 1,295 milhão de pedidos mensais em agosto. O pico no ano foi em fevereiro, com 3,128 milhões de pedidos pendentes.
Wolney Queiroz destacou o aumento expressivo no número de pedidos nos últimos anos, atribuindo isso talvez ao estímulo do governo para que as pessoas reivindiquem seus direitos. “Em 2023, a média mensal era de 897 mil pedidos. Em 2025, esse número subiu para 1,1 milhão. Agora em 2026, a média mensal é de 1,3 milhão de pedidos”, relatou.
O presidente Lula completou que esse volume residual consiste basicamente em benefícios assistenciais (BPC), embora haja um pequeno volume de aposentadorias.
Wolney Queiroz assumiu o ministério em maio de 2025, substituindo Carlos Lupi durante uma investigação relacionada a desvios em aposentadorias. Antes disso, ele havia sido secretário-executivo da pasta. Lula deu a ele a missão de restabelecer a credibilidade da Previdência e do INSS.
Segundo Wolney, cinco ações foram essenciais para a redução da fila: contratação de novos servidores, teleatendimento para perícia médica, perícia médica documental, bônus para servidores e mutirões aos finais de semana para analisar pedidos.
O ministro também informou que as reclamações por demora na análise do INSS diminuíram 82% entre janeiro e agosto deste ano. Ele afirmou prezar pelo rigor institucional e recebeu da Controladoria-Geral da União (CGU) um certificado de integridade máxima.
‘A culpa é sempre dos mais humildes’, diz Lula em defesa do BPC
Lula defendeu o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Segundo o presidente, o BPC é frequentemente apontado como responsável pelos déficits da Previdência, mas essa crítica recai injustamente sobre os mais pobres.
“O BPC possui critérios claros. Se as pessoas solicitam, é porque acreditam ter direito. Nós avaliamos os pedidos e concedemos o benefício quando há direito; do contrário, negamos. Essa é a operação da máquina pública”, afirmou o presidente.
Lula também reconheceu que o BPC sofre tentativas de fraudes. “Existem muitas pessoas mal-intencionadas tentando explorar o sistema para obter ganhos indevidos”, declarou.


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