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Alcolumbre pode impedir viagem ao EUA por Ramagem, dizem aliados
A viagem oficial de parlamentares aos Estados Unidos para discutir o caso de Alexandre Ramagem pode não ser aprovada no Congresso, mesmo após ter recebido sinal verde na Comissão de Relações Exteriores nesta quinta-feira.
Aliados de Davi Alcolumbre (União-AP) relatam que o presidente do Senado provavelmente não colocará a questão em pauta, já que a missão, que implica custos ao Senado, precisaria do aval do plenário para ser realizada.
O pedido, feito pelo senador Jorge Seif (PL-SC), propõe a formação de uma comitiva a Washington e Orlando para acompanhar a situação de cidadãos brasileiros detidos, com foco especial em Ramagem, além de avaliar a atuação das autoridades brasileiras envolvidas.
O objetivo da missão é verificar o suporte consular fornecido, acompanhar possíveis processos de extradição e dialogar com autoridades americanas e diplomatas, incluindo visitas a instalações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE).
Seif planeja conversar com o presidente do Senado para tentar viabilizar a viagem.
Apesar de aprovada na comissão, a missão não avança automaticamente. Como se trata de uma viagem oficial com custos para o Senado, sua execução depende da autorização do plenário, decisão que cabe a Davi Alcolumbre.
Nos bastidores, aliados do presidente indicam que o custo e o fato de o caso ser individual, com forte repercussão jurídica e institucional, são fatores que pesam contra a realização da viagem. Eles destacam que autorizar a missão seria um gesto político delicado, diante do envolvimento do Supremo Tribunal Federal e de autoridades americanas.
Assim, embora aprovada na comissão, o pedido pode não avançar na prática.
Ramagem foi liberado nos Estados Unidos na última quarta-feira, dois dias após sua detenção por autoridades de imigração do ICE. A prisão foi registrada no sistema do condado de Orange, com foto e indicação de bloqueio migratório, apontando para uma custódia de natureza migratória, sem acusações criminais locais específicas.
Ele é considerado foragido no Brasil desde que deixou o país após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe.

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