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Carlos reage após Valdemar afirmar que Bolsonaro não decide sozinho no PL

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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) respondeu à declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que afirmou que o partido é o responsável por escolher os candidatos aos governos estaduais.

No sábado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que seu pai está fazendo uma “lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e outras posições políticas importantes”, o que foi rapidamente contestado por Valdemar. Para Carlos, a atitude do líder do partido indica a intenção de deixar Bolsonaro isolado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

Carlos visitou o pai na prisão no sábado, junto com outros parlamentares, no mesmo dia em que divulgou que seu pai está criando uma lista. Horas depois, em entrevista ao portal Poder360, Valdemar disse que a função de Bolsonaro é indicar somente os nomes para o Senado, enquanto o partido organiza as decisões estaduais.

Valdemar declarou: “Debatemos tudo, mas é o Bolsonaro quem indica para o Senado. Sempre foi assim. Nós indicamos os governadores. Todos damos palpites em tudo. É normal. Sempre escutamos nossos parceiros.”

No domingo, Carlos comentou a fala de Valdemar, afirmando que “ninguém disse” que a família Bolsonaro não conversa com outras pessoas ou que não poderia indicar governadores. O ex-vereador reafirmou que já existe um entendimento de que seu pai faria uma lista com os nomes que apoia, ressaltando ainda que o PL poderia auxiliar nisso e em outras ocasiões.

Ele também disse: “Parece que as coisas estão meio desencontradas, mas as peças parecem se encaixar! O que está acontecendo parece ser uma tentativa de deixar o preso político isolado, e isso está cada vez mais estranho.”

O ex-presidente cumpre pena na Papudinha desde 15 de janeiro, após ser transferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.

Desde a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, a prisão tornou-se um local central para validar estratégias políticas do bolsonarismo, onde são apresentados cenários para eleições estaduais, discutidas alianças e tomadas decisões importantes com a aprovação do ex-presidente.

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