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Cientistas usam tomografia para examinar múmias egípcias e encontrar doenças

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Como observar o interior de uma múmia sem contato físico e descobrir sinais de doenças antigas? Esse foi o desafio que motivou pesquisadores a aplicar técnicas modernas de imagem para estudar restos do Egito Antigo, revelando detalhes inéditos.

Recentemente, cientistas identificaram com precisão diferentes partes de uma múmia que antes haviam sido mal interpretadas. Um caso curioso envolvia um pé que foi confundido com um pássaro mumificado, mas que agora foi corretamente reconhecido, incluindo a descoberta de um fragmento grande faltando no dedão.

Os exames, feitos com digitalização de alta resolução, permitiram observar estruturas internas sem danificar os objetos. Foram analisadas duas cabeças, dois membros inferiores esquerdos, um pé e uma mão. Estima-se que os restos mortais tenham entre 401 e 259 anos antes de Cristo, indicando uma antiguidade superior a 2.300 anos.

Tecnologia revela doenças e diferenças entre indivíduos

De acordo com a museóloga-chefe Krisztina Scheffer, do Museu de História da Medicina Semmelweis, as novas imagens mostram um nível de detalhe sem precedentes. “Essas imagens oferecem uma visão mais detalhada que nunca e podem revelar descobertas cientificamente relevantes sobre restos preservados por décadas”, explicou.

Dentre os achados, uma das pernas mostrou indícios de osteoporose, uma doença que enfraquece os ossos e pode causar fraturas graves. Outro membro inferior indicou pertencer a uma pessoa mais jovem, sugerindo que os fragmentos pertencem a indivíduos diferentes, hipótese que será investigada em estudos futuros.

Os especialistas também avaliam a origem de uma das mãos encontradas, para determinar se era de uma criança ou adulto, baseando-se no tamanho e nas características ósseas.

O principal objetivo da pesquisa é entender melhor as técnicas de mumificação dos antigos egípcios, além de identificar possíveis anomalias e condições de saúde dos indivíduos preservados. Conforme Krisztina Scheffer destaca, o uso de tecnologias modernas oferece novas oportunidades: “É possível revelar informações ocultas em achados milenares sem qualquer dano”.

A mumificação, prática central da cultura do Egito Antigo, estava relacionada à crença na vida após a morte. Preservando os corpos, os egípcios buscavam assegurar a continuidade da existência no além. Essa civilização, que prosperou durante milênios às margens do rio Nilo, deixou como legado algumas das construções e conhecimentos mais importantes da história.

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