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Cuba se prepara para possível conflito com os EUA
Um alto funcionário cubano declarou neste domingo (22) que a ilha comunista está se preparando para um possível confronto militar com os Estados Unidos, mas ressaltou que seu país não deseja conflito com Washington.
“Nosso exército está sempre pronto. Atualmente, está se preparando para a possibilidade de um ataque militar”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossio, em entrevista à NBC. “Esperamos sinceramente que isso não ocorra”, acrescentou.
Cuba não busca brigas com os Estados Unidos. Temos o direito e a obrigação de proteger nosso país, mas estamos abertos ao diálogo e à negociação”, disse Fernández de Cossio.
A entrevista foi divulgada em meio aos esforços das autoridades cubanas para restabelecer o fornecimento de energia elétrica no país após o segundo apagão nacional em menos de uma semana. A rede está comprometida devido à infraestrutura desgastada e ao bloqueio petrolífero imposto pelos EUA.
As dificuldades aumentaram desde que o principal aliado e fornecedor de petróleo de Cuba, o líder socialista da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e deposto em uma operação militar dos EUA em janeiro.
Na entrevista, dada em inglês antes do apagão, Fernández de Cossio disse: “Estamos sendo o mais proativos possível para enfrentar esta situação.”
“Confiamos que o combustível chegará a Cuba de alguma forma e que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos não será permanente.”
Embora a energia já tenha retornado a partes de Havana, outras áreas permaneciam sem eletricidade na manhã deste domingo. No dia anterior, o Ministério de Energia informou que o sistema nacional de energia elétrica enfrentou uma ‘desconexão total’ em um país com quase 10 milhões de habitantes.
Desde 2024, o país já sofreu sete apagões em nível nacional, dificultando ainda mais a vida em meio à crise econômica. A população teme a perda de alimentos armazenados devido à falta de refrigeração.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar tarifas a países que vendam petróleo para Cuba. Desde 9 de janeiro, a ilha não importa mais petróleo bruto.


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