Economia
ibovespa bate 186 mil pontos com alta de 1,8% impulsionada por ações líderes
O índice Ibovespa teve um crescimento próximo de 2% no início desta semana, atingindo pela primeira vez o fechamento em 186 mil pontos, estabelecendo um novo recorde. O movimento foi impulsionado principalmente pelo desempenho positivo do setor financeiro e pela forte recuperação das principais empresas de commodities, como a Vale e a Petrobras. Este foi o décimo recorde de fechamento do Ibovespa no ano, com a série de máximas iniciada em 14 de janeiro.
Durante o pregão desta segunda-feira (9), o índice variou entre 182.950,20 pontos na abertura e chegou a 186.460,08 pontos no melhor momento, encerrando o dia em 186.241,15 pontos, com um volume financeiro de R$ 27,7 bilhões. Apesar do volume ter sido menor que nos picos anteriores do ano, quando ultrapassou os R$ 30 bilhões por sessão, o desempenho do Ibovespa segue positivo, com crescimento de 2,69% no mês e 15,59% no acumulado do ano.
Com exceção do BTG, que teve leve queda, os principais bancos apresentaram valorização significativa: Santander alcançou alta de quase 6%, Itaú subiu mais de 3%, e o Banco do Brasil e Bradesco também tiveram ganhos expressivos. Entre as maiores valorizações do índice destacam-se Magazine Luiza, Cosan, WEG e CSN. Por outro lado, empresas como Hapvida, Localiza, Cyrela e Cury sofreram queda.
Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, comenta que a demanda pelos mercados emergentes continua forte, e a valorização de empresas como Vale e Petrobras tem impulsionado o Ibovespa. Ele destaca ainda que o Brasil está aproveitando um movimento global de realocação de ativos, influenciado por orientações recentes do banco central chinês e pela atratividade das blue chips brasileiras.
Segundo Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, há um fluxo estrangeiro significativo entrando no Brasil, especialmente em ações mais líquidas da B3, como Vale e Petrobras. No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, influenciados por preocupações geopolíticas relacionadas às negociações entre Estados Unidos e Irã e possíveis restrições na oferta global.
O dólar também apresentou ajuste importante, com queda de 0,62%, sendo cotado próximo a R$ 5,19, refletindo a desvalorização da moeda americana frente a outras divisas como o iene, euro e libra. Este movimento foi influenciado pelas eleições no Japão e pelo atraso na divulgação de importantes dados econômicos nos Estados Unidos previstos para esta semana.
Matthew Ryan, head de estratégia de mercado da Ebury, aponta que o adiamento dos principais relatórios econômicos americanos, incluindo os indicadores de emprego e inflação, deve provocar volatilidade no mercado ao longo da semana. Além disso, a vitória do partido da premiê Sanae Takaichi no Japão pode acelerar a normalização da política monetária local, o que terá impacto nos mercados financeiros.
Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, destaca que a eleição japonesa traz perspectivas de expansão fiscal e cortes de impostos, o que impulsionou a bolsa de Tóquio apesar dos riscos para a dinâmica das dívidas soberanas globais.
A rotação global de investimentos continua favorecendo mercados emergentes, o que fortalece o mercado brasileiro em meio a expectativas positivas para os resultados corporativos do quarto trimestre de 2025, segundo Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. O fluxo de capital estrangeiro permanece sólido, contribuindo para a sustentação do ambiente interno, segundo Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital.
Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram desempenho positivo, com o Dow Jones atingindo recorde, e o S&P 500 e Nasdaq também fechando em alta.


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