Centro-Oeste
Júri condena cinco pela maior chacina do DF
Após três anos do crime que chocou o Distrito Federal, cinco pessoas foram condenadas pelo assassinato de 10 integrantes de uma mesma família. O julgamento durou seis dias no Tribunal do Júri de Planaltina, e na noite de sábado (18), o juiz Taciano Vogado anunciou a sentença decidida pelos jurados.
Os condenados são Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. Todos receberam penas superiores a 200 anos de prisão, exceto Carlos Henrique que foi condenado a 2 anos, totalizando mais de 1200 anos de reclusão entre eles.
Gideon, considerado o líder do crime, foi condenado por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado, corrupção de menores e roubo, com pena de 397 anos de prisão.
Carlomam recebeu 351 anos de reclusão; Horácio, 300 anos; Fabrício, 202 anos; e Carlos Henrique, 2 anos, por ter sido julgado sem participação determinante nos homicídios.
O crime ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e teve grande repercussão devido à violência e à forma como as vítimas foram atraídas e mortas em diferentes dias. A motivação era a tomada de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões e dinheiro.
O planejamento começou em outubro de 2022, com o aluguel de um cativeiro em Planaltina onde as vítimas foram mantidas presas. Em 27 de dezembro, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior e a filha do casal, Gabriela Belchior de Oliveira, foram sequestrados e levados para o cativeiro, onde Marcos foi o primeiro a ser morto.
Entre os dias 2 e 4 de janeiro, Cláudia Regina Marques e sua filha, Ana Beatriz Marques de Oliveira, foram capturadas na casa delas e também levadas para o cativeiro.
Em 12 de janeiro, Thiago Gabriel Belchior de Oliveira, marido de Elizamar da Silva, foi sequestrado com a ajuda de Carlos Henrique e levado ao cativeiro. Entre 12 e 13 de janeiro, Elizamar e os três filhos do casal, Rafael, Rafaela e Gabriel, foram atraídos para o local, sequestrados e mortos por estrangulamento. Os corpos foram queimados em um veículo em Cristalina, Goiás.
No dia 14, Renata e Gabriela foram levadas para uma rodovia em Unaí, Minas Gerais, mortas por estrangulamento e tiveram os corpos queimados dentro de um carro. Sob comando de Gideon, Horácio e Carlomam, Cláudia, Ana Beatriz e Thiago foram levados a uma cisterna, assassinados a golpes de faca, e seus corpos enterrados.
O promotor de Justiça Nathan da Silva Neto comentou que o Ministério Público do Distrito Federal trabalhou intensamente nas investigações para garantir que a sociedade recebesse uma resposta justa e adequada à gravidade do crime. “Este julgamento é o resultado do esforço coletivo para fazer justiça às vítimas e suas famílias”, afirmou.

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