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MPTCU quer que o TCU investigue esquema de créditos de carbono da família Vorcaro

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou, nesta terça-feira (20), que o Tribunal de Contas da União (TCU) apure possíveis irregularidades em um suposto esquema envolvendo créditos de carbono da família de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do MPTCU, destaca a importância da investigação sobre as operações financeiras vinculadas a créditos de carbono fictícios e a utilização indevida de terras públicas para fins privados, contrariando a legislação vigente.

Documentos revelados pela reportagem do jornal Folha de S.Paulo indicam que o pai e a irmã de Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, financiaram um grande projeto de créditos de carbono em terras públicas na Amazônia, avaliado em R$ 45,5 bilhões, porém sem lastro real.

As emissões de carbono foram alocadas em fundos da Reag que, por sua vez, inflaram o valor das empresas Golden Green e Global Carbon. Investigações apontam que esses fundos teriam sido usados para desviar recursos do Banco Master e financiar a venda de CDBs da instituição.

Na representação oficial, Furtado requer que o TCU verifique a conformidade dessas operações com a Lei 15.042, que regula o mercado de carbono no Brasil. Caso sejam confirmadas irregularidades, solicita as medidas necessárias para a responsabilização administrativa, civil e penal dos envolvidos.

Além disso, o procurador solicita que a representação seja encaminhada ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que adotem as providências cabíveis.

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