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Mulher de 32 anos descobre tumor cerebral após sintomas serem confundidos com estresse

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Uma mulher de 32 anos teve seus sintomas inicialmente atribuídos a estresse e alterações hormonais antes de ser diagnosticada com um tumor no cérebro. O episódio ocorreu em Wolverhampton, Inglaterra, e foi divulgado pela instituição Brain Tumour Research.

Libby Woolaston relatou: “Comecei a sentir dores de cabeça frequentes e percebi que algo estava errado. Passei por várias consultas médicas entre maio e setembro, mas os médicos atribuíam meus sintomas à menopausa, desequilíbrios hormonais ou até depressão. Um dos médicos até perguntou se meus filhos poderiam ser a causa das dores de cabeça”.

Em outubro de 2024, após continuar apresentando sintomas como secreção de leite, mesmo dois anos após interromper a amamentação, e fortes dores de cabeça, ela buscou novamente atendimento médico. Nessa consulta, a possibilidade de um tumor na hipófise foi levantada.

Os exames confirmaram a presença de um tumor na hipófise, considerado um pouco maior que o normal, mas inicialmente sem motivos para preocupação. Contudo, os sintomas agravaram-se e, em março de 2025, Libby perdeu a visão do olho direito, revelando que o tumor cresceu e estava pressionando o nervo ótico.

Ela foi imediatamente encaminhada para uma ressonância magnética de urgência e informada que precisava passar por cirurgia no dia seguinte. O tumor havia aumentado de 1,5 cm para 5 cm em apenas um mês. A cirurgia durou quatro horas, e o tumor foi removido através do nariz, o que evitou cicatrizes visíveis. Libby recebeu alta uma semana depois.

Quatro semanas após a operação, descobriu-se que o tumor era um teratoide atípico (AT/RT), um tipo cancerígeno raro. Libby afirmou: “O diagnóstico mudou drasticamente de dores de cabeça para câncer cerebral em poucas semanas. Minha oncologista me assegurou que eu ficaria bem, mas não pôde fornecer um prognóstico preciso devido à escassez de estudos sobre esse tumor em adultos, pois ele é geralmente estudado em crianças”.

Ela submeteu-se a 30 sessões de radioterapia e hoje enfrenta efeitos colaterais como perda de cabelo, dificuldades cognitivas e síndrome de Lhermitte, que provoca sensações desconfortáveis similares a choques elétricos no corpo, devido a danos na medula espinhal. Contudo, seus exames recentes indicam ausência de câncer.

Libby realiza exames periódicos a cada três meses, sua visão retornou ao normal e as enxaquecas diminuíram em intensidade. Ela ressalta a importância de mais investimentos em pesquisa: “É lamentável que crianças pequenas precisem passar por tratamentos tão agressivos. O cérebro é uma estrutura muito complexa e é essencial mais financiamento para compreender as causas desses tumores”.

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