Economia
Nordeste gera mais de um quarto dos novos empregos no Brasil em 2025
O Nordeste foi responsável por 27,2% de todos os novos empregos formais criados no Brasil em 2025. Durante o ano, a região apresentou um saldo positivo de 347.940 postos de trabalho, resultado de 3.762.087 admissões e 3.414.147 demissões, ficando em segundo lugar entre as regiões do país, com um aumento de 6,3% em comparação a 2024.
Esses dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste. O levantamento inclui apenas empregos com carteira assinada.
Enquanto o Nordeste apresentou crescimento, o Sudeste teve o maior saldo absoluto, com 504.972 vagas, porém houve uma queda de 34,5% em relação a 2024. Segundo a pesquisadora do Etene, Hellen Cristina Rodrigues Saraiva Leão, esse cenário destaca a diferença regional.
“Os números mostram uma perspectiva bastante positiva para o Nordeste em 2025, especialmente quando comparados à desaceleração vista em outras regiões, como o Sudeste”, afirma.
Em Pernambuco, a diferença entre contratações e demissões foi de 72.565 vagas formais, mantendo a tendência de crescimento e um aumento de 21,4% sobre o ano anterior.
Hellen Cristina Rodrigues Saraiva Leão ressalta que o resultado indica um ritmo de crescimento próprio da região, mesmo com a desaceleração no contexto nacional. Em 2025, o Brasil fechou o ano com um saldo de 1,27 milhão de novos empregos formais, número 23,7% inferior ao de 2024. “Em todos os estados, houve mais contratações do que demissões, mas muitos saldos foram menores do que no ano anterior. No Nordeste, houve crescimento”, destaca.
Serviços
O setor de serviços foi o principal motor do crescimento do emprego na região, com 192.807 novas vagas, que representam mais da metade do total. Entre as áreas que mais contrataram estão serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (84.795 empregos), saúde humana (34.077) e alojamento e alimentação (23.084).
Esse desempenho evidencia a força da economia nordestina, impulsionada por investimentos em infraestrutura, crescimento do setor de serviços e fortalecimento do consumo interno.


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