Economia
Petróleo sobe com tensão na Groenlândia e dólar fraco
O petróleo registrou alta nesta terça-feira (20), impulsionado pelas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países europeus que se opõem à compra da Groenlândia. A diminuição do valor do dólar frente a outras moedas também contribuiu para a elevação dos preços da commodity.
Na terça, o petróleo WTI com vencimento em março na New York Mercantile Exchange (Nymex) aumentou 1,71% (US$ 1,02), chegando a US$ 60,36 o barril. O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), finalizou em alta de 1,53% (US$ 0,98), a US$ 64,92 o barril.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que as tarifas anunciadas por Donald Trump são uma forma de “chantagem” e que a população da ilha e suas autoridades devem se preparar para uma possível intervenção militar.
Donald Trump anunciou que imporá tarifas a oito países europeus a partir de fevereiro, podendo chegar a 25% em junho, enquanto a questão da Groenlândia não for resolvida.
Enquanto isso, em Davos, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que não está prevista nenhuma reunião do G7 para a próxima quinta-feira. Na segunda-feira, Trump publicou mensagens privadas trocadas com Macron em seu perfil na Truth Social, nas quais o líder francês sugeria o encontro.
Na Alemanha, autoridades e parlamentares começaram a discutir a criação de um imposto digital sobre empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como resposta às ameaças tarifárias relacionadas à Groenlândia. Em contrapartida, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que os Estados Unidos podem aumentar as tarifas sobre os países europeus caso haja retaliação.
Em outro ponto do cenário geopolítico, a Rússia voltou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia, interrompendo o fornecimento externo de energia para a usina nuclear de Chernobyl.
O dólar mais fraco tem dado suporte aos preços do petróleo, uma vez que a moeda americana depreciada torna as compras internacionais feitas em dólar mais acessíveis, o que pode estimular a demanda pelo combustível, segundo análise do banco ING.

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