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Premier britânico reconhece erro na escolha de embaixador dos EUA ligado a Epstein
O primeiro-ministro britânico, trabalhista Keir Starmer, admitiu nesta segunda-feira (20), durante uma sessão no Parlamento, que errou ao nomear o ex-ministro Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos devido às ligações dele com o criminoso sexual americano falecido, Jeffrey Epstein.
A pressão sobre o primeiro-ministro Starmer aumentou desde a última sexta-feira, com pedidos de sua renúncia após ter sido acusado de mentir diante de novas revelações sobre o processo de nomeação de Mandelson.
“No centro de tudo isso, tomei uma decisão errada. Eu não deveria ter nomeado Peter Mandelson“, declarou Starmer no Parlamento.
Ele ainda assumiu a responsabilidade pela decisão e pediu desculpas às vítimas de Epstein.
O cargo dado a Mandelson gerou desconforto ao primeiro-ministro trabalhista, que já havia demitido o ex-ministro em setembro do ano anterior, acusando-o de mentir reiteradamente sobre sua relação com Epstein.
O jornal The Guardian revelou que o Ministério das Relações Exteriores autorizou Mandelson para o cargo em janeiro de 2025, mesmo com um parecer negativo do órgão responsável pela verificação de antecedentes.
Após essa notícia, Starmer demitiu Olly Robbins, assessor sênior do Foreign Office, órgão britânico de Relações Exteriores.
No Parlamento, o primeiro-ministro alegou que houve uma decisão consciente de ocultar essas informações relevantes.
Ele afirmou: “Não foi por falta de perguntas ou um descuido, foi uma escolha deliberada de não compartilhar essas informações repetidamente”.
A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, e outros membros da oposição exigiram a saída de Starmer, que assumiu o cargo com ampla maioria em julho de 2024.
Badenoch disse que Downing Street reconheceu que o primeiro-ministro induziu o Parlamento ao erro de forma involuntária e pediu que ele corrija os fatos rapidamente.
Starmer negou ter mentido ao Parlamento, afirmando que tanto ele quanto a Câmara deveriam ter sido informados pelo Foreign Office sobre a decisão negativa do órgão de revisão de antecedentes.
Durante a acalorada sessão parlamentar, dois deputados foram expulsos por acusações diretas de mentira contra o primeiro-ministro, entre eles Lee Anderson, do partido Reform UK, e Zarah Sultana, do Your Party.
Uma pesquisa recente do YouGov aponta que a aprovação ao primeiro-ministro britânico está baixa, com 61% de avaliações desfavoráveis.

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