Notícias Recentes
MPSP não encontra provas contra cinco suspeitos pela morte de delegado
Ao apresentarem denúncia contra oito suspeitos de participação no homicídio do ex-delegado geral Ruy Ferraz Fontes, os promotores do Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmaram que não existem evidências suficientes que liguem outras cinco pessoas igualmente indiciadas ao crime. Dessa forma, a Promotoria solicitou que as investigações prossigam.
Segundo a denúncia, o assassinato teria sido uma retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC) devido à atuação de Ruy Ferraz Fontes na Polícia Civil de São Paulo. Contudo, o MPSP não identificou quem teriam sido os mandantes do crime.
Os cinco indivíduos que não foram denunciados já foram libertados recentemente por decisão judicial. Diferentemente do pedido da equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o juiz autorizou a liberdade provisória, com a imposição de medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica.
Entre os beneficiados estão Dahesly Oliveira Pires, que supostamente transportou uma arma de Praia Grande para São Paulo, e José Nildo da Silva, flagrado portando uma arma em imóveis ligados ao grupo.
Ademais, também foram liberados Rafael Marcel Dias Simões, conhecido como Jaguar e com suposta ligação ao PCC, que teria mantido contato com o grupo, além de Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, e Danilo Pereira Pena, o Matemático, que teriam auxiliado na fuga de integrantes.
Na denúncia, os promotores esclareceram que há indícios de que Dahesly integra a organização criminosa, entretanto sua participação ocorreu após o crime. “Por enquanto, não existem provas que indiquem sua adesão aos planos do Primeiro Comando da Capital”, explicaram.
Além disso, afirmaram que diligências continuam e novas evidências podem surgir para confirmar ou descartar o envolvimento da denunciada em delitos adicionais.
No caso de José Nildo, apesar das imagens que o mostram portando arma, sua conexão com os demais investigados não está evidenciada.
Em relação a Luiz Henrique Santos Batista, Rafael Marcel Dias Simões e Danilo Pereira Pena, não há indícios suficientes para associá-los a crimes investigados.
Conforme as investigações, o grupo responsável pelo assassinato ocorrido em 15 de setembro na Praia Grande foi recrutado por Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, conhecido como Fiel, Pan ou Penélope Charmosa. Inicialmente, ele afirmou ser membro do PCC, mas depois negou qualquer ligação com a organização criminosa.
A partir de impressões digitais dos veículos usados e mensagens trocadas, a polícia identificou outros suspeitos, embora a participação direta deles no homicídio não tenha sido detalhada.
Por exemplo, Felipe Avelino da Silva, o Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza deixaram digitais num Jeep Renegade usado no crime, mas o momento exato de sua presença no local permanece incerto.
Um dos possíveis atiradores, Umberto Alberto Gomes, foi identificado por vestígios genéticos em imóveis ligados ao grupo. Ele fugiu de São Paulo e morreu em Curitiba após confronto policial.
Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, o Gão, seria o motorista do carro usado no assassinato e teria solicitado que Dahesly transportasse a arma novamente para São Paulo.
Os demais denunciados são donos das casas utilizadas pelos criminosos e, de alguma forma, colaboraram com a execução. Entre eles estão Paulo Henrique Caetano de Sales, o PH, que possui semelhanças físicas com um dos atiradores, além de William Silva Marques e Cristiano Alves da Silva, que cederam imóveis ao grupo.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login