Mundo
Papa na África para apoiar católicos, não discutir com Trump
Pouco depois de embarcar para Angola, na terceira etapa de sua missão apostólica no continente africano, o Papa Leão XIV afirmou neste sábado (18) que não tem intenção alguma de entrar em debates com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Circulou uma história que não está completamente correta, por causa do cenário político que surgiu logo no primeiro dia da viagem, quando o presidente dos EUA fez alguns comentários sobre mim”, esclareceu o pontífice para os jornalistas presentes.
“Grande parte do que foi divulgado desde então é apenas opiniões sobre outras opiniões, numa tentativa de entender o que foi dito”, ressaltou o papa, destacando que o discurso feito no Encontro de Oração pela Paz, no dia 16, foi planejado com duas semanas de antecedência. “Antes mesmo que o presidente falasse sobre mim e a mensagem de paz que estou promovendo. Mesmo assim, algumas pessoas interpretaram como se eu quisesse debater novamente com ele, porém isso não me interessa nem um pouco”, completou.
Durante o trajeto, o Papa fez uma avaliação positiva dos três dias em que esteve em Camarões, considerado por ele o “coração da África” por muitos motivos, mencionando a existência de cerca de 250 idiomas locais e uma grande diversidade de etnias.
Paz e diálogo
O Leão XIV pediu a manutenção da paz e a promoção do diálogo entre as variadas religiões: “Minha principal missão na África é ser pastor e líder da Igreja Católica, estar próximo, celebrar, apoiar e incentivar todos os fiéis católicos do continente”.
Ele destacou a importância de seguir promovendo, como já ocorre em várias partes do mundo e como foi feito pelo Papa Francisco durante seu pontificado, o diálogo, o fortalecimento da amizade, da compreensão, da aceitação e da construção de um ambiente pacífico entre pessoas de diferentes crenças.

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