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Lula aceita decisão do povo sobre vitória de Flávio Bolsonaro
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e pré-candidato à reeleição, declarou que respeitará o resultado das eleições caso seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, seja o vencedor em outubro. Recentemente, pesquisas do Datafolha e Genial/Quaest indicaram uma vantagem do senador em um possível segundo turno, segundo dados compilados pelo Rali, uma parceria do GLOBO com o Instituto Locomotiva.
Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Lula afirmou que respeita a vontade do eleitor, independentemente do posicionamento político.
“Quando o povo decide, seja por direita, esquerda ou centro, devemos aceitar essa escolha. Nunca achei que um metalúrgico e líder sindical como eu seria eleito presidente três vezes, mas aqui estou eu!”, disse ele.
O presidente também expressou confiança na continuidade da democracia brasileira e rejeitou o autoritarismo.
“O Brasil seguirá como uma democracia forte. Vamos ganhar esta eleição e fortalecer ainda mais nossa democracia. Não há espaço para fascistas ou para quem rejeita a democracia. A ideologia de direita que domina o mundo não tem futuro; ela só espalha ódio e mentiras.”
Lula não confirmou diretamente sua candidatura, mas indicou estar se preparando para isso, demonstrando vitalidade e disposição para a campanha.
“Teremos uma convenção para discutir os nomes do partido. Estou me preparando, com mente e corpo em plena forma, querendo chegar aos 120 anos!”
Visão sobre política internacional
Lula também criticou países que utilizam seu poder econômico, militar e tecnológico para impor suas vontades no cenário global, ressaltando o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) na manutenção da paz mundial. Ele defendeu a inclusão da África e do Oriente Médio no Conselho de Segurança, além de questionar por que países como Brasil e Alemanha não podem fazer parte desse órgão.
Ao comentar o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele afirmou:
“Trump não foi eleito governante do mundo. Ele não pode ameaçar continuamente outros países com guerra. Precisamos organizar o mundo, que está perto de se tornar um campo de batalha global. No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armamentos que poderiam ser usados para combater a fome e o analfabetismo na África e na América Latina.”
Lula relatou conversas com seus “amigos” Xi Jinping, da China, Vladimir Putin, da Rússia, e Emmanuel Macron, da França, na tentativa de convocar uma reunião do Conselho de Segurança, mas não obteve sucesso.
“Ninguém aceitou a proposta. É como estarmos à deriva em alto mar, em um navio sem comandante.”
Ele também criticou o impacto econômico de conflitos internacionais, como os no Oriente Médio e na Ucrânia, ressaltando os prejuízos para os mais pobres que acabam pagando o preço das guerras.
“Não pode ser que Trump inicie uma guerra com o Irã e os pobres da África e da América Latina sejam os que paguem a conta, tendo que gastar mais com comida básica. O secretário-geral da ONU, António Guterres, deveria convocar imediatamente uma Assembleia Geral Extraordinária para que líderes como Trump e Putin dêem explicações.”

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