Economia
Nova fase do Minha Casa Minha Vida: financiamento facilitado para até R$ 13 mil de renda e imóveis de R$ 600 mil
O governo federal começa a implementar uma nova etapa do Minha Casa Minha Vida, focada em ampliar o acesso ao financiamento imobiliário para a população de classe média.
Dentre as principais novidades, estão a diminuição das taxas de juros para quem tem renda mais baixa e a expansão do limite de renda para adesão ao programa, que agora inclui famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Além disso, imóveis de até R$ 600 mil passam a ser financiáveis.
Anteriormente, o programa de reformas era destinado a famílias com renda de até R$ 9,6 mil, mas esse teto foi elevado para R$ 13 mil.
As taxas de juros do programa eram de 1,17% para quem ganha até R$ 3,2 mil e 1,95% para faixas superiores. Agora, o custo do financiamento foi uniformizado em 0,99%. O valor máximo para reforma residencial subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil, e o prazo para quitação foi estendido para 72 meses, contra 60 meses anteriores.
Para suportar essas medidas, o governo anunciou um aporte extra de R$ 20 bilhões provenientes do Fundo Social do Pré-Sal, com o objetivo de viabilizar a contratação de um milhão de unidades habitacionais ainda neste ano.
Vladimir Lima, ministro das Cidades, destacou em um evento recente: “Vamos destinar R$ 20 bilhões do fundo social, alcançando um orçamento recorde de R$ 200 bilhões”.
O anúncio foi feito após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e representantes do setor da construção civil no Palácio do Planalto.
Durante a reunião, Lula comentou que a redução das taxas de juros habitacionais pode influenciar na diminuição da taxa Selic. Ele destacou a importância do Banco Central analisar as ações do governo para considerar essa redução.
Também foram apresentadas medidas já em vigor que ampliam os limites de renda para o financiamento pelo programa. Atualmente, a renda máxima familiar permitida para financiamento aumentou nas diferentes faixas:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa 4, direcionada à classe média: de R$ 12 mil para R$ 13 mil
Os investimentos priorizarão as famílias enquadradas na Faixa 3, com renda entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. Os valores das faixas foram atualizados para melhor atender a demanda da população.

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