Economia
Erros comuns que elevam o preço do seu carro usado
O mercado de veículos usados e seminovos está em alta no Brasil, o que gera um desafio frequente aos compradores: entender se o preço pedido é realmente adequado.
De acordo com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), somente em fevereiro foram negociadas 1.363.383 unidades, com um crescimento de 1,7% em relação a janeiro. Para 2025, a expectativa é de um aumento de 17,3%, confirmando a expansão do setor.
Com esse volume, muitos consumidores dependem apenas da Tabela Fipe, mas isso pode ser um equívoco.
“A Fipe é uma referência importante, mas não leva em consideração aspectos como conservação, histórico do veículo e demanda local”, explica Miguel Souza, CEO da Vaapty, franquia de intermediação na venda de veículos no Brasil.
A seguir, listamos os principais fatores que influenciam o valor de um carro seminovo e que normalmente são ignorados na hora da compra. Confira!
Histórico
Apesar de um carro parecer estar em boas condições, ele pode esconder problemas graves. Veículos com histórico de leilão, acidentes estruturais ou indenizações por seguradora costumam valer menos.
“Hoje em dia, é possível obter laudos detalhados. Ignorar isso pode levar ao pagamento de um valor maior do que o veículo realmente vale”, alerta Miguel Souza.
Liquidez
A facilidade de venda de um carro influencia diretamente seu preço. Modelos mais buscados mantêm seus valores, enquanto outros podem depreciar com maior rapidez.
“A procura varia conforme a região. Um mesmo veículo pode ter valor diferente entre grandes capitais e cidades menores”, explica Miguel.
Quilometragem
Em média, os carros no Brasil percorrem entre 10 mil e 15 mil km por ano. Quilometragens muito acima ou abaixo desse intervalo merecem atenção.
“Rodagem muito baixa pode indicar longos períodos parado, o que também pode gerar problemas”, comenta o CEO.
Versão
Dois carros da mesma marca, modelo e ano podem ter preços bastante distintos. Itens como câmbio automático, motorização híbrida, recursos tecnológicos e assistentes de condução impactam o valor final.
“Muitas pessoas comparam apenas esses aspectos básicos e deixam de analisar detalhes importantes”, destaca Miguel Souza.
Conservação
Além da aparência, o cuidado com motor, suspensão e câmbio é fundamental.
“Uma vistoria técnica independente ajuda a evitar prejuízos no futuro”, aconselha Miguel, reforçando que o erro mais frequente é negociar baseando-se apenas na tabela Fipe ou na quilometragem. “Um preço justo deve levar em conta o histórico, estado de conservação e o cenário do mercado. Comprar bem é tão essencial quanto vender bem”, conclui.
Em resumo, analisar um carro seminovo exige ir além do preço anunciado. Compreender esses fatores pode ser a chave para fazer um bom negócio e evitar dores de cabeça.

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