Brasil
Porta-aviões dos EUA chega ao Rio e foi estrela de cinema
O porta-aviões nuclear USS Nimitz, um dos maiores navios militares do mundo e o mais antigo em atividade na Marinha dos Estados Unidos, será o destaque da Operação Southern Seas 2026, com parada prevista no Rio de Janeiro.
Com grandes dimensões, enorme capacidade de combate e uma tripulação superior a 6 mil pessoas, esse navio também tem uma curiosidade especial: foi inspiração e nome de filmes de Hollywood.
Conheça o USS Nimitz
Construído no estaleiro Newport News Shipbuilding, Virgínia, o Nimitz foi o primeiro da sua classe, uma linha de superporta-aviões criada para expandir o alcance e a força operacional da Marinha dos EUA na Guerra Fria. Com cerca de 100 mil toneladas e mais de 330 metros de comprimento, o navio possui dois reatores nucleares que permitem funcionar por mais de vinte anos sem reabastecimento.
O USS Nimitz pode ultrapassar 30 nós, o que equivale a mais de 56 km/h, e carrega até 90 aeronaves entre caças, helicópteros e aviões de apoio. Na embarcação, estão cerca de 3.500 tripulantes para operação do navio e 2.400 para a ala aérea.
Além do poder aéreo, ele conta com sistemas avançados de defesa, como lançadores de mísseis antiaéreos, metralhadoras Gatling, sistemas de interceptação e radares modernos. Esses recursos permitem missões variadas, como bloqueios marítimos, ataques com mísseis e apoio em ações na terra, mar e ar.
O projeto da classe Nimitz trouxe grandes melhorias em relação a navios anteriores, com maior capacidade de combustível e armamentos, além de melhorias para resistência a danos. Os hangares internos são divididos com portas de aço para conter incêndios, um aprendizado da Segunda Guerra Mundial.
O convés de voo é inclinado, permitindo lançamento e recuperação simultânea de aeronaves, usando catapultas a vapor para decolagem e cabos para pouso, aumentando a eficiência e diversidade das aeronaves embarcadas.
O USS Nimitz foi criado para cenários estratégicos complexos, inicialmente focado na Guerra Fria, e passou por atualizações para ampliar suas capacidades, incluindo guerra antissubmarino e guerra eletrônica avançada. Apesar de pequena instabilidade lateral em algumas cargas, isso foi corrigido com ajustes.
Desde sua entrada em serviço em 1975, o navio mudou várias bases, incluindo Norfolk, San Diego e Washington. Após modernização e reabastecimento em 2001, segue operando plenamente com previsão de mais décadas de uso.
Dos mares para as telonas
Pelo seu prestígio e inovação tecnológica, o navio foi protagonista de um filme de Hollywood. O longa “The Final Countdown”, lançado no Brasil como “O Nimitz, de Volta ao Inferno” (1980), é ambientado no porta-aviões real e destaca sua fama.
O filme contou com estrelas como Katherine Moss, Martin Sheen e Kirk Douglas, uma lenda do cinema americano, interpretando o capitão Matthew Yelland.
Na história, o porta-aviões enfrenta um vórtex temporal no oceano, que o transporta para 1941, um dia antes do ataque japonês a Pearl Harbor, evento que levou os EUA à Segunda Guerra Mundial.
Chegada ao Rio de Janeiro
A presença do porta-aviões em águas brasileiras faz parte da operação Southern Seas 2026, o maior exercício naval norte-americano na região desde 2007. Dez países participam, entre eles Argentina, Chile, Colômbia e Peru, além do destróier USS Gridley, que acompanha o Nimitz na missão.
Além das manobras militares, o exercício incluirá intercâmbio técnico entre especialistas e visitas a bordo por autoridades, que conhecerão de perto uma das máquinas de guerra mais complexas já criadas.
Em declaração ao Globo, o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, destacou que essa missão demonstra claramente o comprometimento dos EUA com o fortalecimento das parcerias marítimas, construção de confiança e cooperação para enfrentar ameaças comuns.

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