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Economia

Mercados europeus fecham mistos com atenção ao Oriente Médio e petróleo

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As bolsas europeias apresentaram resultados distintos nesta quinta-feira, 23, em meio à cautela dos investidores diante das tensões crescentes no Oriente Médio e da elevação nos preços do petróleo. Além disso, o cenário foi influenciado por uma série de resultados corporativos e indicadores econômicos que aumentaram a volatilidade nos mercados.

Indicadores fracos na zona do euro, juntamente com a redução das previsões de crescimento da Alemanha, elevam as preocupações sobre o impacto econômico do conflito, restringindo uma recuperação sólida dos índices.

Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,19%, encerrando a 10.457,01 pontos. Frankfurt viu o DAX cair 0,06%, fechando a 24.180,68 pontos. Paris, por sua vez, teve o CAC 40 avançando 0,87%, para 8.227,32 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,26%, chegando a 47.907,41 pontos. Madri anotou queda de 0,53% no Ibex 35, a 17.910,60 pontos, enquanto Lisboa viu o PSI 20 subir 0,25%, para 9.208,77 pontos. Os valores apresentados são preliminares.

O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu para 48,6 em abril, indicando contração, com a Alemanha registrando 48,3. O Ministério da Economia alemão reduziu pela metade sua previsão de crescimento para 2026, agora estimada em 0,5%, citando o conflito entre Irã e EUA e o fechamento do Estreito de Ormuz.

De acordo com a XTB, o aumento do bloqueio naval americano dificulta as negociações de paz e altera diretamente o fluxo global do petróleo e do comércio. O ING alertou para a possibilidade de interrupções prolongadas no abastecimento.

Nos destaques corporativos, L’Oréal saltou cerca de 9% em Paris, impulsionando o índice francês após divulgar seu melhor crescimento trimestral em dois anos. Em Zurique, Nestlé avançou quase 6% com vendas orgânicas acima das expectativas, enquanto Roche subiu 3% ao reafirmar suas projeções.

A STMicroelectronics subiu quase 14,5% graças a resultados fortes e perspectivas favoráveis para receitas ligadas à inteligência artificial (IA). Nokia ganhou 5,6% após divulgar lucros acima das estimativas. Contrariamente, a Heineken caiu cerca de 1,2% em Amsterdã devido à queda nas vendas de cerveja.

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