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Economia

Dívida do Governo no maior patamar desde julho de 2021

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Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, informou nesta quinta-feira (30) que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em março, o maior índice desde julho de 2021, quando foi 80,3%.

Em março, a DBGG, de acordo com o Banco Central, subiu de 79,2% do PIB em fevereiro para 80,1%. Já segundo o critério do Fundo Monetário Internacional (FMI), caiu de 94% para 92% do PIB.

Rocha explicou que essa diferença ocorreu devido à gestão da dívida mobiliária da União pelo Tesouro Nacional, que realizou um resgate mais intenso da carteira livre, reduzindo a quantidade de dívida mobiliária no mercado.

Ele ressaltou que, para o Banco Central, o resgate da dívida pelo Tesouro implica, mantendo-se tudo constante, um aumento nas operações compromissadas, que não afeta o nível da dívida do Banco Central. No critério do FMI, considerando toda a carteira do Banco Central, o aumento nas operações compromissadas reduz a carteira livre, mas a carteira total permanece igual, alterando apenas sua composição. Assim, uma redução na dívida mobiliária reduz a dívida segundo o conceito do FMI.

Além disso, em março a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu o maior valor da série histórica, alcançando 66,8% do PIB.

O crescimento da DLSP foi impulsionado principalmente pelo resultado nominal do mês, conforme explicou Rocha.

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