Brasil
Moradores podem retornar a 86 imóveis após explosão em São Paulo
Dos 105 imóveis avaliados no bairro do Jaguaré, em São Paulo, 86 foram liberados para que as famílias retornem. Cinco casas estão completamente interditadas e outras 14 têm restrições para retirada de pertences.
Esta avaliação foi concluída até o final da noite de terça-feira (12) pelos técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), após a explosão que afetou a tubulação de gás da Comgás.
A Sabesp e a Comgás acompanharam as inspeções para avaliar os danos e providenciar ressarcimentos às famílias afetadas. O trabalho para vistoriar e analisar os imóveis nas áreas impactadas pela explosão continuará na manhã desta quarta-feira (13).
As residências foram classificadas em quatro níveis de risco: Verde indica que o imóvel está seguro para retorno imediato, como nos 86 imóveis liberados.
O nível Amarelo permite que as famílias retirem seus pertences; no Laranja, a retirada deverá ser feita acompanhada pela Defesa Civil (14 casas); e o Vermelho significa interdição total por risco de desabamento (5 imóveis).
Contexto do acidente
As casas da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, localizada no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, foram atingidas por uma explosão por volta das 16h de segunda-feira (11). Moradores relataram sentir forte odor de gás cerca de três horas antes do incidente, que resultou na morte de um homem de 49 anos e interdição inicial de 46 casas. Além do óbito, outras três pessoas ficaram feridas.
Desde então, equipes da Defesa Civil e das concessionárias realizam as avaliações. A Sabesp e a Comgás informaram que, até a tarde de terça, 194 pessoas já tinham sido cadastradas para receber auxílio emergencial de até R$ 5 mil. As famílias desalojadas estão sendo acolhidas em hotéis.
Conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde, das três vítimas feridas na explosão, uma foi atendida no Hospital Universitário da USP. A segunda permanece em estado estável no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, enquanto a terceira está em estado grave no Hospital Regional de Osasco.

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