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Mais da metade dos brasileiros veem ligação de Flávio Bolsonaro no caso Master após áudio

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Uma pesquisa realizada pela Atlas/Bloomberg e divulgada nesta terça-feira, 19, revela que 51,7% dos eleitores brasileiros que tiveram acesso aos áudios e mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro acreditam que há indícios do envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no escândalo do Banco Master.

Para 33,3% dos entrevistados, as conversas demonstram uma tentativa legítima de Flávio em obter investimentos para financiar o filme “Dark Horse”, que homenageia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esta é a linha de defesa do senador, que afirma ter conhecido Vorcaro antes de surgirem suspeitas das fraudes bilionárias no Master e que a relação entre eles era estritamente profissional.

Por outro lado, 12,1% dos eleitores entendem que, embora as conversas mostrem proximidade entre Flávio e Vorcaro, não existem provas de atos ilegais cometidos por ele. Outros 2,9% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 13 e 18 de maio, período que coincidiu com a divulgação do áudio em que Flávio solicita dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai pelo site The Intercept.

Com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, foram entrevistados 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais, selecionados por metodologia digital aleatória, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.

Conhecimento amplo entre os eleitores

A grande maioria dos brasileiros está ciente dos diálogos vazados, com 95,6% afirmando terem conhecimento do assunto, enquanto 4,4% desconhecem o tema. Entre os que ouviram falar, 93,9% tiveram acesso ao áudio em que Flávio cobra milhões de Vorcaro.

No que diz respeito à surpresa causada pelo áudio, 65,2% não se surpreenderam, 20,5% ficaram pouco surpresos e 14,3% muito surpresos.

Quanto ao impacto na candidatura de Flávio à Presidência, 45,1% consideram que ela foi muito enfraquecida, 19% pouco enfraquecida, 15% dizem que não teve efeito e 13,4% acreditam que ele foi fortalecido. Outros 7,3% não souberam opinar.

Sobre as intenções de voto, 47,1% afirmam que já não votariam nele após as revelações; 21% dizem que isso não altera seu voto; 13,7% estão muito mais dispostos a votar nele; 5,1% mais dispostos. Entre os que se sentiram prejudicados, 9,4% estão muito menos dispostos e 3,6% menos dispostos.

Opinião dos eleitores de Bolsonaro

Entre os que votaram em Jair Bolsonaro na última eleição, 84,2% desejam que Flávio mantenha a candidatura, enquanto 12,6% preferem que ele desista e apoie outro nome de oposição ao presidente Lula (PT). Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.

Quanto à divulgação das conversas, 54,9% consideram uma investigação legítima sobre possíveis irregularidades de Flávio, e 33% acreditam ser uma tentativa política de prejudicar sua pré-candidatura. Cerca de 9,7% concordam com ambas as interpretações e 2,5% não souberam ou não quiseram responder.

Percepção do envolvimento político

Na avaliação sobre quem estaria mais implicado no escândalo do Banco Master, 43,3% apontam que são aliados de Bolsonaro, 32,8% acham que são políticos próximos a Lula, 16,1% dizem que ambos os grupos estão igualmente envolvidos, 7,1% indicam o Centrão e 0,7% não souberam responder.

Mudança na percepção em relação ao caso Master

Os resultados indicam uma mudança significativa na opinião do eleitorado desde março, quando 39,5% achavam que aliados de Lula eram mais envolvidos, e 28,3% achavam que eram os aliados de Bolsonaro. Houve um aumento de 15 pontos percentuais na percepção do envolvimento dos aliados de Bolsonaro. A parcela que acredita que o Centrão esteja mais envolvido caiu de 12,9% para 7,1% entre março e maio.

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