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Aliados de Lula solicitam ao TSE proibição do filme sobre Bolsonaro nas eleições

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Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) buscando impedir que o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seja exibido até o término do período eleitoral.

A representação, protocolada nesta terça-feira, 19, foi elaborada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, juntamente com o grupo Prerrogativas, composto por advogados e juristas de orientação progressista. Eles alegam que o filme, cuja estreia está prevista para setembro, pouco antes das eleições, caracteriza propaganda eleitoral disfarçada e antecipada.

Na última semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, indicou a possibilidade de adiantar o lançamento da produção.

A ação apresentada ao TSE solicita a suspensão cautelar da exibição, distribuição, publicidade e impulsionamento do filme durante o período eleitoral. O documento destaca que a produção é uma superprodução financiada por recursos milionários de origem controversa, sendo articulada por familiares e aliados políticos.

Conforme divulgado pelo site Intercept Brasil e confirmado pelo Estadão, Flávio Bolsonaro teria buscado recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e investigado por fraudes no Banco Master, para ajudar a custear o filme “Dark Horse”. A negociação mencionaria uma contribuição de cerca de US$ 24 milhões, com aproximadamente US$ 10 milhões já pagos até 2025.

Há também suspeitas de desvios de recursos para um fundo no Texas (EUA) vinculado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), supostamente usado para financiar sua permanência nos Estados Unidos.

O pedido destaca um paralelo com a decisão do TSE em 2022, quando foi suspensa a divulgação do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora Brasil Paralelo, poucos dias antes do segundo turno presidencial. Segundo os autores, o contexto do filme “Dark Horse” é semelhante, tratando de temas políticos relevantes e sendo lançado em um momento sensível do calendário eleitoral.

Em 2022, o TSE entendeu ser necessário impedir que um tema explorado pelo candidato em sua campanha — o atentado sofrido por Bolsonaro — ganhasse ampla divulgação sob a forma de documentário financiado com recursos empresariais.

Além da proibição, a representação solicita que o TSE inicie uma investigação para apurar possíveis irregularidades, como propaganda eleitoral disfarçada, caixa 2, doações empresariais indiretas, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de beneficiários finais e uso indevido dos meios de comunicação relacionados à produção do longa.

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