Conecte Conosco

Notícias Recentes

denúncias na produção do filme dark horse

Publicado

em

A produção do filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrenta graves denúncias sobre as condições de trabalho durante as filmagens em São Paulo. Pelo menos 15 pessoas registraram queixas no Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP), reportando agressões físicas, assédio moral, atrasos no pagamento e revistas pessoais invasivas no set. Além disso, vários trabalhadores atuaram sem contratos formais assinados.

O relatório detalhando as condições laborais foi divulgado em dezembro, mas até o momento, passados cinco meses, as pendências permanecem sem solução. A vice-presidente do Sated, Ângela Couto, comentou que, inicialmente, a produtora Go Up Entertainment se comprometeu a regularizar contratos e pendências financeiras, porém, depois recusou-se a cumprir o acordo. O sindicato continua empenhado em resolver as demais irregularidades constatadas.

A Procuradoria do Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP) abriu um inquérito, em 16 de abril, para investigar as acusações de assédio moral e agressões físicas durante a produção. A instituição informou que o processo investigativo está em andamento conforme os protocolos normais.

Ângela Couto explicou que a produtora alegou que os contratos foram firmados com empresas e não pessoas físicas, prática conhecida como pejotização, considerada uma fraude trabalhista, impedindo a fiscalização adequada.

Relatos de agressão e atrasos no pagamento

Um ator de 21 anos contou que foi agredido no Memorial da América Latina ao levar seu celular para o set, o que não era permitido. Ele foi arrastado e empurrado com tapas e socos durante a revista. Além disso, o local não oferecia espaço adequado para guardar pertences pessoais.

Houve também reclamações sobre pagamentos atrasados. Os figurantes recebiam R$ 100 por dia, com pagamento previsto após 15 dias, mas vários não foram pagos no prazo. Uma atriz relatou que, mesmo após tentativas de contato, o pagamento não foi efetuado e as respostas da produtora foram ríspidas e evasivas.

Outra denúncia envolveu a cobrança de R$ 10 para o transporte até os locais de filmagem, descontado do cachê, além de tratamento desigual na alimentação: atores brasileiros recebiam apenas um kit lanche em jornadas que ultrapassavam oito horas, enquanto o elenco estrangeiro recebia café da manhã, almoço e lanche da tarde.

Revistas pessoais abusivas

Os trabalhadores eram submetidos a revistas diárias antes de entrar no set, e houve relatos de toques inapropriados nas partes íntimas por parte dos seguranças da produção. Também foi exigida a companhia constante de um fiscal para ir ao banheiro, práticas consideradas abusivas e que configuram violação de direitos.

A produtora Go Up foi procurada para comentar as denúncias, mas não retornou até o fechamento desta matéria.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados