Brasil
Medicamentos e produtos recolhidos pela Anvisa: cuidados com corticoide, estatina e composto taradão
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada voluntária de lotes de medicamentos usados para o controle do colesterol e um corticoide injetável, além de apreender e proibir a venda de produtos sem registro sanitário, entre eles o chamado “Composto taradão”. A ação foi oficializada em uma resolução publicada no Diário Oficial da União.
Entre os remédios autorizados e sujeitos ao recolhimento estão a atorvastatina cálcica 40 mg e a rosuvastatina cálcica 20 mg, produzidas pela Cimed Industria S.A., ambos correspondentes ao lote 2424299. Conforme o Diário Oficial, o recolhimento ocorreu em razão da suspeita de troca nas embalagens desses medicamentos.
Essas drogas fazem parte da classe das estatinas, usadas para reduzir o colesterol ruim (LDL) e os triglicerídeos, além de elevar o colesterol bom (HDL). Elas são recomendadas para prevenção de doenças do coração, como infarto e acidente vascular cerebral.
Em comunicado ao g1, a Cimed informou que o recolhimento dos lotes foi uma medida preventiva e voluntária, comunicada à Anvisa em maio de 2025. A empresa reforçou seu compromisso com a qualidade, segurança e transparência para pacientes e profissionais de saúde.
A resolução também prevê o recolhimento voluntário do lote 25091566 do fosfato dissódico de dexametasona 4 mg/ml, solução injetável, fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia LTDA, devido a alterações visuais ao ser diluído com certos medicamentos.
Esse corticoide sintético é utilizado no tratamento de inflamações graves, alergias, doenças autoimunes, problemas de pele e edemas cerebrais, dentre outras condições médicas.
Em nota ao g1, a Hypofarma explicou que o recolhimento é restrito ao lote citado e que mantém o acompanhamento técnico rigoroso conforme as normas sanitárias.
Além desses recolhimentos, a Anvisa proibiu a produção e comercialização de produtos da marca Viva da Natureza, comercializados sem registro ou aprovação, incluindo diversos compostos e garrafadas com alegações terapêuticas.
Dentre eles está o “Composto taradão”, um produto com apelo estimulante e afrodisíaco, contendo uma mistura de plantas como catuaba, ginseng, ginkgo biloba, guaraná e outras. A falta de registro e fabricante identificado traz riscos como contaminação, adulteração, dosagem insegura e efeitos adversos imprevisíveis.
Plantas estimulantes podem agravar insônia, ansiedade e pressão arterial, enquanto outras podem aumentar o risco de sangramento ou causar efeitos diuréticos. Além disso, algumas plantas associadas ao cipó-mil-homens podem conter substâncias tóxicas que comprometem rins e apresentam risco de câncer.
A resolução também abrange produtos da marca Status Verde, também sem registro, que foram retirados do mercado por apresentarem venda e propaganda irregulares.
Em resumo, a Anvisa destaca dois tipos de ação: o recolhimento preventivo de lotes específicos de medicamentos autorizados, devido a problemas em embalagem ou estabilidade, e a retirada de produtos ilegais, vendidos com promessas milagrosas e sem garantias de segurança para a população.

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