Economia
Fed defende flexibilidade do FSB na atualização da regulação bancária
Michelle Bowman, vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), ressaltou nesta segunda-feira (13) que o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) deve aplicar uma abordagem flexível para guiar a atualização das regras e da supervisão bancária mundialmente. Segundo ela, regras muito rígidas podem prejudicar o funcionamento do órgão internacional.
Em uma conferência em Londres, Bowman destacou que o FSB precisa promover adaptabilidade nas diferentes práticas adotadas para garantir que os processos de modernização atendam às necessidades específicas de cada país. Ela mencionou que a imposição de regras inflexíveis que não levem em conta a diversidade das instituições financeiras e das entidades reguladoras nacionais enfraquece a eficácia do conselho.
A executiva explicou que o setor financeiro está em constante transformação e que o quadro regulatório deve evoluir junto para evitar imposição de obstáculos desnecessários. Ela defende que a supervisão deve focar nos riscos financeiros relevantes, ser proporcional ao perfil de risco das instituições, aumentar a transparência e estar atenta a riscos emergentes e à inovação responsável.
Como exemplo, Michelle Bowman citou as recentes ações do Fed para revisar as normas de capital dos bancos, atualizar os parâmetros de supervisão e promover o uso seguro de tecnologias como inteligência artificial (IA). Esses esforços visam garantir a estabilidade financeira e a robustez do sistema bancário, ao mesmo tempo em que flexibilizam barreiras regulatórias que podem limitar a concessão de crédito sem benefícios significativos.
Ela também indicou que o FSB lançará no segundo semestre um relatório para consulta pública, contendo princípios para orientar a modernização das regras entre seus membros. Esse documento será encaminhado posteriormente ao G20 para análise.

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