Centro-Oeste
Grass cobra transparência e promete zerar filas da saúde no DF
Petista questionou a condução do BRB e detalhou planos para o governo; vice Dora Gomes defendeu mais diversidade e representatividade na gestão pública
Em entrevista à rádio Nova Brasil, o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Leandro Grass (PT), criticou a gestão de Celina Leão (PP), com destaque para a situação do Banco de Brasília (BRB), e apresentou propostas para um eventual governo. A candidata a vice-governadora em sua chapa, Dora Gomes (PV), por sua vez, defendeu a promoção da diversidade e a ampliação da representatividade nos espaços de poder.
Grass contestou a afirmação da governadora de que o governo federal estaria dificultando a liberação de um empréstimo para o BRB. “Ela é mentirosa. O que está acontecendo é que a Celina não conseguiu até agora publicar o balanço do BRB. O Fundo Garantidor de Crédito não quer emprestar porque não tem informação. E a capacidade de pagamento do GDF hoje é letra C. Para pegar empréstimo, a União só pode dar o aval se a capacidade de pagamento for A ou B. O do DF hoje é ruim. Por quê? Porque Ibaneis e Celina endividaram o Distrito Federal”, afirmou.
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Em eventual governo, Grass propôs a abertura dos dados do banco. “No meu governo, o futuro do banco é transparência, abrir o balanço, colocar na mesa os dados e a gente poder discutir quais são as soluções”, afirmou.
Na área da saúde, o candidato afirmou que pretende reduzir o tempo de espera por cirurgias e exames no Distrito Federal de quase 250 dias para 30 dias até o fim de um eventual governo. “A fila tem que andar e tem que andar rápido, porque tem gente morrendo esperando para tratar câncer e outras doenças. A primeira coisa é reforçar a capacidade de pessoal da Secretaria de Saúde, nomeando os enfermeiros que estão hoje aguardando o último concurso, os agentes comunitários de saúde e os técnicos auxiliares”, afirmou.
Para a mobilidade, Grass defendeu a ampliação do metrô e a implantação de novos modais de transporte no Distrito Federal, com projetos de médio e longo prazo para reduzir a dependência de carros e ônibus. “Temos que sair do modelo rodoviarista do carro, do ônibus, do pneu, para o modelo ferroviário. Algumas coisas você consegue entregar em quatro anos, como o VLT, ou o trem de superfície do Entorno Sul. Muitos projetos vão demandar mais de quatro anos, mas alguém tem que começar isso”, afirmou.
Dora Gomes, candidata a vice-governadora na chapa de Leandro Grass, afirmou que a representatividade política precisa se traduzir em participação efetiva nas decisões e no acesso ao orçamento público. “É no mandato que a gente vai conseguir ter acesso ao orçamento para resolver todas as questões, principalmente em relação ao combate à violência à mulher”, declarou.
Dora defendeu a criação de linhas de crédito social para mulheres empreendedoras, com critérios que considerem o impacto social dos negócios, em vez de exigir garantias financeiras de quem está começando. “Você não pode pedir garantia de casa, de valores, para uma pessoa que está começando a empreender. Uma das mudanças que a gente quer propor, principalmente ao nosso BRB, é ter esse olhar do crédito social para essas mulheres”, afirmou.
Fonte: Correio Braziliense


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