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Irmã de Sicário recua e explica que negócios com Vorcaro eram legais

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Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Machado Mourão, conhecido como o Sicário do banqueiro Daniel Vorcaro, declarou em depoimento à Polícia Federal que enviou mensagens com tom de ameaça à família do banqueiro por estar emocionalmente abalada. Ela afirmou que os documentos que encontrou comprovam apenas negócios legais entre eles, vinculados ao setor imobiliário.

Em junho, o Estadão divulgou que Joana Mourão havia escrito em conversas que possuía documentos suficientes para “acabar com a família inteira” do banqueiro Vorcaro e inviabilizar qualquer acordo de delação premiada dele. Porém, ao prestar depoimento na PF, ela minimizou essas declarações.

O depoimento foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, pela defesa do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, junto com uma carta na qual ele afirma ser vítima de injustiça e nega envolvimento em crimes. A defesa usou o depoimento para sustentar que Henrique mantinha apenas contratos legais com Mourão e seus associados, sem conhecimento de ameaças ou ações ilegais do grupo.

Joana relatou que, após prisão do irmão, ele a instruiu a ligar para Henrique Vorcaro alegando uma dívida, até que o irmão faleceu em hospital após uma suposta tentativa de suicídio na cela da PF, em março do ano anterior.

O depoimento registrado em vídeo relata que Joana, ao acessar a conta iCloud do irmão, encontrou contratos imobiliários entre ele e Henrique Vorcaro, evidenciando uma relação comercial com valores a receber.

Ela explicou que as mensagens relativas a possíveis materiais para “derrubar” acordos premiados foram fruto do seu estado emocional fragilizado, e garantiu que o conteúdo analisado se restringia a documentos de contratos imobiliários legítimos, sem indícios de ilícitos.

Joana ainda mencionou que a relação de longa data entre seu irmão e Daniel Vorcaro remonta à época em que estudavam juntos, por volta dos 12 anos.

Após apreensão dos dispositivos celulares na operação da PF, encontrou um aparelho antigo que, ao ser ligado, estava conectado ao iCloud do irmão, permitindo o acesso aos contratos que, segundo seu entendimento, configuram participações imobiliárias lícitas.

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