Brasil
Quem é Roberta Oliveira: ex-secretária de Educação investigada por desvios
O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou à Justiça autorização para realizar buscas nos locais ligados à Roberta Barreto de Oliveira, ex-secretária estadual de Educação, além de acessar suas contas em plataformas como Google, Apple e Meta. Roberta ocupou o cargo de secretária durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro.
De acordo com as investigações lideradas pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, há suspeitas de que ela tenha favorecido contratos para reforma de escolas estaduais, desviando recursos públicos. A auditoria do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo estadual estima que as contratações irregulares podem ter alcançado R$ 1,6 bilhão entre os anos de 2023 e 2025.
Roberta é natural de Duque de Caxias e ingressou no serviço público em março de 1998, após ser aprovada em concurso para professora da rede municipal da cidade. No governo estadual, atuou como superintendente na Secretaria de Governo (Segov) entre 2021 e 2022. Durante esse período, exercia influência sobre o programa RJ para Todos e era superintendente da Marcha pela Cidadania e Ordem. Sua nomeação é atribuída ao ex-presidente da Alerj e deputado cassado Rodrigo Bacellar.
Em dezembro de 2025, Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal em decorrência da Operação Unha e Carne, suspeito de vazar informações sigilosas sobre outra ação que resultou na prisão do então deputado estadual TH Joias, associado ao Comando Vermelho.
No Segov, Roberta trabalhou em parceria com o capitão do Corpo de Bombeiros Yurie Lopes Fonseca Ormonde André. Ele é companheiro de sua filha, Rhaizza Barreto Oliveira de Brito, com quem tem dois filhos. As investigações o descrevem como o “braço direito” da ex-secretária desde 2021.
Roberta foi nomeada secretária de Educação em 10 de março de 2023 e deixou o cargo em 24 de fevereiro do ano seguinte, a pedido. Uma semana após sua nomeação, foi aberto um processo interno para permitir que Yurie utilizasse veículos da secretaria. Contudo, quando os policiais tentaram acessar o processo, encontraram o sistema bloqueado, dificultando a consulta.


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