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Mulher sobrevive a execução e quase teve suporte vital desligado

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Uma mulher que conseguiu sobreviver a uma execução nos Estados Unidos esteve prestes a ter os aparelhos que mantêm sua vida desligados, mas apresentou sinais de recuperação, conforme informou seu advogado na quarta-feira (7).

Uma semana após Christa Pike, 50 anos, resistir a uma injeção letal, o estado do Texas executou um homem de 46 anos pelo mesmo método. Já Christa suportou duas doses do sedativo pentobarbital em uma prisão do Tennessee e atualmente consegue falar e se identificar.

De acordo com o advogado Randy Spivey, “Na segunda-feira à noite, tínhamos a compreensão de que Christa sofria de morte cerebral e que o suporte vital seria desligado no dia seguinte”. Contudo, na terça-feira, para surpresa de todos, Christa despertou e começou a se expressar.

Christa foi condenada à pena de morte em 1996 por sequestrar e torturar uma colega até a morte, com a ajuda do namorado. Após tanta batalha judicial, a tentativa de executar a sentença aconteceu três décadas depois.

Ela permanece algemada à cama e, segundo a defesa, um pedido para retirar as algemas feito pela equipe médica foi recusado.

O anestesiologista Joel Zivot, atuando como perito para a defesa, declarou à BBC que Christa já não estava conectada ao respirador e, provavelmente, não se recorda da tentativa de execução.

A defesa solicitou ao governador do Tennessee, Bill Lee, que transformasse sua pena em prisão perpétua.

O tribunal determinou que todas as evidências relacionadas à execução mal sucedida sejam preservadas, incluindo materiais médicos e gravações.

Este episódio reacendeu o debate acerca da pena capital. O governador suspendeu execuções no Tennessee até que uma investigação independente conclua os fatos, enquanto o chefe do sistema prisional renunciou. Segundo o Departamento de Correções, os protocolos foram seguidos.

Na mesma noite, o Texas realizou a primeira execução por injeção letal desde o caso de Christa. Jamaal Howard, condenado à morte pelo assassinato de uma pessoa durante um assalto em 2000, foi executado. Antes de morrer, Howard disse: “Sinto muito pelo que aconteceu. Espero que um dia possam me perdoar.”

Joel Zivot comentou ao The New York Times que as veias finas de Christa dificultaram a aplicação do pentobarbital, o sedativo utilizado para cessar a respiração.

Segundo a defesa, os braços de Christa ficaram roxos e ela sentiu queimação, o que sugere que parte da medicação infiltrou-se nos tecidos em vez de alcançar a corrente sanguínea. Também é possível que o medicamento estivesse deteriorado.

O Death Penalty Information Center relatou que Christa é a primeira prisioneira a sobreviver após receber injeções letais com doses habituais de medicamentos para execução. Na época do crime, ela tinha 18 anos e, junto ao namorado, matou Colleen Slemmer, 19, em um centro de formação profissional.

Nos Estados Unidos, 23 dos 50 estados aboliram a pena de morte e outros três mantêm moratórias. Recentemente, o Pentágono informou que o então presidente Donald Trump aprovou a execução de Nidal Hasan, um psiquiatra militar responsável por 13 mortes e mais de 20 feridos em Fort Hood, Texas, em 2009.

A execução de Hasan por fuzilamento está marcada para 3 de dezembro, sendo a primeira realizada pelas Forças Armadas americanas desde 1961.

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