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Indiano líder da oposição é preso em protesto em Delhi
Rahul Gandhi, principal figura da oposição na Índia, foi detido temporariamente pela polícia nesta quarta-feira (7) durante uma manifestação contra o chefe da Comissão Eleitoral da Índia. A mobilização ocorre em meio a crescente controvérsia sobre uma revisão das listas eleitorais que teria excluído mais de 130 milhões de eleitores.
Gandhi e demais parlamentares da oposição foram barrados ao tentar marchar em direção a Jantar Mantar, local autorizado para protestos na capital. Uma transmissão ao vivo feita pelo Partido do Congresso mostrou policiais levando Gandhi para um veículo, de onde foi liberado logo depois. Esta é a segunda detenção dele em dois dias.
Além de Gandhi, outros políticos e manifestantes também foram presos e liberados em seguida.
A oposição pede a saída do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, acusando a entidade de manipular os registros eleitorais para favorecer o partido do primeiro-ministro Narendra Modi, o Bharatiya Janata Party (BJP). A comissão e o governo rejeitam as alegações.
Os protestos fazem parte de um movimento mais amplo envolvendo partidos opositores, estudantes e o grupo jovem “Cockroach”, que questiona a Revisão Especial Intensiva, programa da Comissão Eleitoral iniciado no ano passado no estado de Bihar, antes das eleições locais, e que vem se expandindo para vários estados sob administração federal.
Milhões recorreram contra a exclusão de seus nomes. Os grupos pedem a suspensão dessa revisão e a reinclusão dos eleitores removidos, afirmando que o processo prejudicou principalmente os apoiadores da oposição, enquanto teria protegido eleitores favoráveis ao BJP.
Por sua vez, o BJP e a Comissão Eleitoral garantem que o objetivo da revisão é eliminar registros duplicados e inelegíveis, assegurando a validade dos cadastros eleitorais, sem motivações políticas.
Esta situação representa mais um desafio político para Modi, que recentemente enfrentou protestos liderados pelo movimento “Cockroach”, os quais resultaram na renúncia do ministro da Educação após denúncias de vazamento de provas.


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